Sendo significado especial

Afinal, são milhares de opções, cada uma com um significado diferente e especial. Para te ajudar nesta missão, selecionamos os 20 nomes - sendo 10 de meninos e 10 de meninas - que prometem ... Que significa sonhar com amigo especial? Significado de amigo especial na resultados da pesquisa:. Dicionário dos Sonhos - interpretação de sonhos com amigo especial. & significado dos sonhos com amigo especial.Cerca de 146 resultados em dicionário de sonhos, onde você pode encontrar o símbolo, você está procurando. As cores geralmente têm um significado especial em um sonho. Assim, mesmo com um sonho com rato, a cor pode ser crucial para interpretar o visto. Ver um rato branco em um sonho: você se preocupa com coisas desnecessárias. Na Índia, o rato branco aponta para um bom casamento e prosperidade. Eu introduzi o termo caracteres no Dicionário da Língua Portuguesa On-line para precisamente ver o que dizia no singular, e qual o meu espanto quando vejo que o singular de caracteres é carácter, que tem a ver com 'cunho especial que distingue as coisas entre si'.Eu penso/suponho que o singular de caracteres seja caracter sem o acento na letra 'a', senão terá o outro significado já dito. Que tem um significado particular (ex.: é um sítio especial para ela). 8. Que oferece vantagens diferentes ou que não são comuns (ex.: fez um seguro especial). 9. Que se debruça sobre aspectos particulares de determinada área de conhecimento (ex.: botânica especial). ≠ GERAL Como Ser uma Pessoa Especial. Quem é você? O que lhe torna especial? Para algumas pessoas, isso pode ser uma grande fonte de ansiedade e estresse. Mas ser especial não significa apenas ser excepcional ou ser 'melhor' do que os outros em... Têm seus sonhos um significado oculto?. HOUVE época em que esta questão não poderia surgir, simplesmente porque quase todo o mundo então cria que os sonhos tinham significado especial. “Os babilônios depositavam tamanha confiança nos sonhos que, na véspera de importantes decisões, dormiam em templos, esperando conselho. Os gregos que desejavam instruções quanto à saúde dormiam ... Licença Especial para Transporte de produtos perigosos na cidade de São Paulo A Prefeitura de São Paulo, decidiu proibir a circulação de veículos que transportam produtos perigosos das 5h ... Para sonhar que você ou outras pessoas estão sendo exorcizados, tem um significado profundo e se destaca como um presságio para sua iniciativa para recuperar o controle de seu relacionamento pessoal ou comercial. Você está tomando medidas para atualizar a direção de seus objetivos. Como alternativa, no sonho de ver uma tentativa de expulsar um espírito maligno de uma pessoa ou lugar ... Academia.edu is a platform for academics to share research papers.

[Reflexão] O Estado Novo - Beneficial ou prejudicial?

2020.09.08 01:46 theEXPERTpt [Reflexão] O Estado Novo - Beneficial ou prejudicial?

Boa noite, queria trazer a todos uma discussão que me têm vindo cada vez mais à cabeça e têm persistido: o património que herdamos, principalmente aquele proveniente do estado novo. Antes de começar, queria esclarecer que estas são as minhas modestas opiniões, e gostava de aprender e ouvir os restantes. Por favor corrijam-me se algo estiver errado.
Como a grande maioria do povo concorda, o estado novo foi parte da nossa história de que a maioria não se orgulha, mas até que ponto? De um ponto de vista social e de distribuição de riqueza, estávamos muitíssimo mal posicionados. No entanto, cada vez mais sinto que a forma como nos têm ensinado acerca do estado novo têm sido, talvez, demasiado "por alto" e pejorativamente. E é aqui que entra o primeiro ponto.
  1. Autovalorização da Pátria
Não é novidade que o estado novo tinha como um dos pontos principais a valorização da Pátria. Eu, como patriótico que sou, sempre gostei disso, embora isso fosse usado como pretextos para a guerra e outros feitos extremos. No entanto, o patriotismo de hoje já não é o mesmo, sempre gira em volta de duas coisas: o futebol, ou a política. Por esta razão, sou da opinião que se devia restaurar o sentimento patriótico, não lavando a mente às pessoas, mas através da educação e conhecimento. Nenhum cidadão português deveria crescer sem saber pelo menos o Hino, a História básica e o significado da Bandeira e Capital. Além disso, uma maior valorização das história portuguesa deveria ser dada nas disciplinas de história, sem desmerecer a história global, que oferece muito contexto à situação portuguesa (quem já ouviu falar da grande depressão, do Plano Marshall ou da Guerra dos 100 anos mas nunca de Brites de Almeida, de Aristides de Sousa Mendes ou da Guerra Luso-Holandesa?)
  1. A sustentabilidade e manutenção da economia
Estou consciente que falar destes assuntos no estado novo implica falar da pobreza generalizada e da economia baseada no sector primário da economia. No entanto, é impossível negar que foi feito em Portugal um trabalho esplêndido em relação à economia do país. Para um país periférico, que tinha passado por uma guerra, que levava décadas de atraso para com a restante europa e que estava a passar por uma outra guerra nas suas províncias, o estado novo fez o trabalho que a 1º república não conseguiu fazer, e que a atual nunca conseguiu atingir: um crescimento económico sustentável, embora lento, mas constante. Incrivelmente, mesmo em tempos de guerra, Portugal, contra todas as hipóteses, ainda tinha um crescimento do PIB, mostrando o quão forte e independente era a economia portuguesa da altura. Apesar da pobreza continuar a ser uma constante na altura, a verdade é que ainda hoje continua a ser, e cada vez maior é a nossa depedência de outras economias, com um mercado interno decadente e uma economia frágil. A pergunta que ponho é: seria o modelo económico do estado novo fiável, ou apenas possível nas circunstâncias do estado novo? E assim sendo, seria a economia do estado novo uma melhor opção àquele que possuímos hoje em dia?
  1. Coesão territorial e Identidade Única
O Estado Novo tinha, sem qualquer dúvida, um amor ardente por todas as suas províncias. Acredito que a história do colonialismo português, apesar de todas as atrocidades, foi feito sempre com o foco de cristianizar, "educar" e nunca com o objetivo de destruir, pilhar. Temos o exemplo da miscigenação no Brasil, ou em Macau, entre muitos outros. No contexto do estado novo, acredito que estava sendo feito um esforço muito árduo para reforçar a identidade nacional e melhorar a coesão de todo o império. Foi inaugurado por exemplo o estádio Salazar em Moçambique, o Liceu Salazar, a famosa Ponte Salazar, o Aeroporto de Lisboa, inúmeras barragens, fábricas, escolas, aeroportos, portos navais, navios de guerra, postos do exército, etc. Isto tudo mostra que realmente havia desenvolvimento nos territórios, mesmo com os recursos muito limitados da época. No entanto, muitos deles eram reservados às elites brancas, principalmente devido ao quão escassos eram os recursos da época para Portugal, que não recebia ajudas do Plano Marshall (não foi relevante para Portugal), nem apoios da União Europeia, nem quaisquer benefícios de outras organizações internacionais, principalmente por causa da sua posição na diplomacia internacional. A quantidade de obras e desenvolvimento público que houve no período do estado novo foi mesmo assim imensa, e espalhada pelos diversos territórios.

  1. As suas consequências
Até hoje em dia são possíveis ver as marcas que o estado novo deixou na sociedade portuguesa. Foram imensas as obras públicas concretizadas, apesar de muitas delas terem sido renomeadas (25 de abril/barragem de pego do altar) ou então abandonadas/deixadas em mau estado (escola cantina salazaponte salazar foz do dão/observatório do monsanto). Apesar das muitas coisas erradas que houveram, é muitas vezes também ignorado o bom trabalho que se fez, e o quão modesto era o próprio Salazar (a luta pelas províncias, o lucro e a geopolítica envolvida na 2º guerra mundial, a preservação e a autovalorização da história nacional - ex. padrão dos descobrimentos e a preservação da cultura, o esforço para a industrialização de todos os territórios). Além disto, todas as províncias eram ferozmente protegidas, e a sua independência causaria, de facto, a sua desgraça (muitos dirão que foi pela saída desorganizada do nosso governo provavelmente) com guerras civis, invasões, massacres, etc. Claro que não se pode justificar uma guerra com outra, mas a verdade é que os povos dos territórios mereciam uma independência mais gradual e estruturada, tal não permitido pela revolução de 25 de abril e pela sede de poder dos grupos guerrilheiros. Até hoje são explorados (timor leste pela austrália), são roubados (a corrupção em angola), são destruídos pela mesma ideologia que os formou, bem presente na bandeira de angola e moçambique principalmente. No entanto, a sua independência era inevitável, com especial carinho para com o Estado da índia (que, na minha opinião, deveria ter seguido independente), e timor leste (que sofreu uma invasão da indonésia, massacres, exploração por parte da Austrália, pobreza extrema, perda de infraestruturas, e ainda sofre devido ao seu isolamento para com o resto da comunidade lusófona), com excepção de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que, dados os seus territórios diminutos e a sua pequena voz em organizações internacionais poderiam ter permanecido em Portugal.

Conclusão e Reflexões finais:
Com toda a história que nos precede, é me claro que do continente europeu sempre tivemos alegrias, mas, mais que tudo, perigos, como o caso das guerras napoleónicas, da crise da sucessão, da 1º grande guerra, entre outros. Creio que o destino de Portugal não está incutido por completo no continente europeu, mas no outro lado, no oceano. É preciso confiança e esperança em nós mesmos, algo que temos perdido desde essa libertação da ditadura, e resiliência que sempre tivemos, principalmente nos assuntos além mar. Uma maior conexão à comunidade lusófona, um maior investimento mútuo, uma economia circular entre toda a lusofonia. Precisaremos de mais autonomia? Precisaremos de confiar novamente naquele que nos trouxe mais alegrias, mais glórias, mais lembranças, o Mar? Estará o destino de Portugal num estado periférico europeu ou num cantinho plantado à beira do Atlântico, tão próximo do Novo Mundo? Podem parecer perguntas tolas, mas de certa forma fazem referência a alguns dos valores que gostaria de ver restaurados num Portugal futuro.
Caros redditors Portugueses, qual é a vossa opinião no assunto?
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.18 18:04 comentario_relevante Muito obrigo Renan

Olá sou um comentario relevante, sou um usuário que de falo sobre minha opinião com críticas, soluções e comentários relevantes, hj eu vou falar sobre Renan Souzones, um homem sapucaiense nascido na município de Sapucaia no estado do Rio de Janeiro.
MINHA HISTÓRIA E CREDIBILIDADE COM O CANAL
Ei o acompanho a muito tempo, o seu primeiro video que eu assisti foi lançado em 28 de agosto de 2015, onde um homem humilde, magro que estava deixando a barba crescer, ele estava fazendo um video de um jogo, para mim desconhecido um jogo inspirado aparentemento em um assassinato em uma pizzaria americana chamada chuck and cheese onde um funcionario assasinou 4 pessoas,quando o estabelecimento estava fechado onde trabalhavam 6 sendo uma delas o assasino qua matou 4 funcionarios achando que tinha matado os seus 5 colegas de trabalho onde o sobrevivente se escondeu na cozinha onde chamou as autoriedades locais sendo testemunha em flagrante, bem eu acho que alguns já sabem o video que eu estou falando, o primeiro video de FNaF de Renan, bem esse Renan de 5 anos atras não sabia esse problema que estava criando...
O QUE FAZ ESSE CANAL ESPECIAL ?
Renan nesse video estava fazendo um video inspirado no criador de conteudo americano Matthew Patrick, conhecido popularmente como MatPat, com o objetivo de trazer esse conteudo para as pessoas que não falavam a língua inglesa, trazendo uma nova personalidade e significado para o video. Huestation sempre foi um canal de "gameplays da zoeira", mas não só isso Renan tinha personagens cativantes, como jerry um tigre astuto, que se estivese andando na rua, estaria atento para ver se tinha alguém o perseguindo para sair correndo com suas 4 patas, uma bola de basquete amerela, dislexica e vacilona (atualmente banida do morro de sapucaia), um pesquisador alemão com poucos conhecimentos sobre o brasil, costumes requintados, claro nosso rei de sapucaia, Renan Souzones um homem de superação que conseguiu subir na vida por causa de suas gameplays de qualidade personalidade carismática e atualmente seus patrocinadores como a roxx energy com o total de por volta de 1200 videos, que infelizmente foram ofuscados por 104 videos que eram apenas uma exceção no conteudo do canal e começou a crescer descontroladamente.
CONCLUSÃO
Renan acabou se deixando seu canal aos poucos virar apenas FNaF, Retirando o sentido do canal: um canal de gameplays da zoeira de jogos diversos, assim Renan decidiu dar uma repaginada em seu conteudo, retirando cada vez mais FNaF de sua programação, mas um grupo de pessoas simplismente torseu o seu nariz e se revoltou com o Renan, que falou sobre o seu canal era sobre gameplays da zoeira de jogos diversos, assim esse grupo virou um problema, chegando uma época onde os comentários eram apenas pessoas pedindo para o Renan jogar FNaF, como se o Renan tivese criado esse canal apenas para FNaF, agora o Renan praticamente retirou esses pessos de suas costas.
MINHA IDÉIA
Renan você poderia apagar seus videos de FNaF e criar um canal apenas de FNaF, sendo uma espécie de contensão para essas pessoas, assim alimentando essas pessoas com re-uploads, assim resolvendo seu problema.
AGRADECIMENTOS
Renan gostaria que você fosse o maior canal do Brasil, vc se esforça em tudo que vc faz, ver seus videos é rotina a anos para mim, se vc não tivese começado com FNaF eu nunca iria me aprofundar em jogos independentes e não conseguiria sair de uma antiga repressão. Ver que isso te custou muito me deixou com sentimento de culpa, então eu decidi tentar te ajudar assim como vc me ajudou Indiretamente quando eu precisava, tamo junto Renan.
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2020.07.19 00:38 _supermeatboy A Memória da Arquiteta

Antes do texto, um pouco de contexto e disclaimers. Essa organização foi criada por mim pra minha campanha de Skyfall, e eu ainda estou desenvolvendo-a. Eu não a criei de cara, apenas a ideia, e depois fui adicionando os detalhes conforme preparava as sessões. Muitos dos detalhes eu ainda não sei, mas vou colocar no texto tudo que já desenvolvi sobre essa ordem, e essas coisas trazem algumas reflexões interessantes.

Uma carta de Edgar, O Bondoso, enviada em pedido de ajuda ao dragão branco Khulan, alguns dias após o líder da ordem "Memória da Arquiteta" ter sido sequestrado:
Vossa Majestade,
Venho por meio deste representar uma Ordem muito pouco conhecida no planeta de Op, em esperança de que consiga alguma ajuda por parte do Sr. Nos intitulamos "A Memória da Arquiteta", temos base no planeta de Walsh e acreditamos ter interesses alinhados com Vossa Majestade e seus irmãos, como por exemplo a proteção do continente de Opath. Mas antes, permita-me explicar um pouco sobre nossa história e quem somos de verdade.
A história de nossa Ordem começa há mais de 300 anéis atrás, quando nós pequeninos ainda éramos capazes de abrir portas pelo lado de dentro. Nosso povo era agraciado pela presença da Arquiteta, a qual já nos havia visitado em diversas ocasiões e nos presenteado com seu conhecimento divino. Nessa época, um pequenino era especialmente tocado pela Deusa. Connor, o Perseverante, como ficaria conhecido posteriormente, era o que hoje em dia nós chamamos de Maiethen. Ah sim, eu aposto que Vossa Majestade nunca havia parado pra pensar nisso, não é mesmo? Um Maiehten da Arquiteta. Mas sim, de fato ele existia, e ainda existe, mas eu chegarei nessa parte da história mais rápido que uma Alpaca corredora. Bom, o Cânone conta o que eu e inúmeros outros pequeninos testemunhamos com nossos próprios olhos: o Deicídio. Eu ainda lembro, como se fosse hoje do dia em que a Arquiteta nos trancou em Walsh e nos proibiu para sempre de abrir portas pelo lado de dentro. Mas nossa história ainda não começa exatamente aí, mas sim 5 anéis depois desse evento, quando os legados em Alberich encontraram a porta para Walsh e a abriram. Foi aí que confirmamos o que já temíamos: a Arquiteta havia perecido, e parado de responder o chamado dos mortais. Mas algo nessa história não fazia sentido para nós. O fato era que Connor, o Maiethen, ainda possuía seus poderes. Muitos de nós não sabiam como encarar isso, alguns diziam que era um sinal de que a deusa não havia morrido de fato, outros de que ela havia passado seu posto divino para Connor... Resolvemos então deixar essa informação escondida, por não saber qual era o real significado disso tudo. Connor decidiu criar a nossa ordem para manter a Memória da deusa viva em nossos corações, e nessa ocasião nós voltamos para Walsh e demos início a tudo lá, na afastada vila onde a Arquiteta iniciou sua peregrinação para Opath. Nós começamos a nos estruturar, a princípio, como uma espécie de seita religiosa, mas com o passar dos anéis esse conceito foi sendo deixado de lado e hoje em dia somos muito mais do que isso. Ainda me lembro como se fosse hoje da ascenção de Vossa Majestade como dragão branco, no ano de 21 D.F.. Resumirei a história dos próximos anéis para facilitar seu entendimento: nós esbarramos e lutamos com um hansa que existe desde a época de nossa fundação, chamado de A Mão Negra, do qual somos inimigos até hoje. Connor não aguentou ver diversos de seus companheiros caírem por conta dessa luta, e lentamente foi desacreditando de seu propósito até que perdeu completamente a fé, e decidiu passar a frente o seu posto de Maiethen, abdicando de sua vida no processo. O escolhido entre nós foi um pequenino que possui um espaço especial em meu coração: Orácio Elyk. Ele foi quem passou pelo ritual com Connor e se tornou o próximo avatar da arquiteta em seu lugar. Estivemos bem desde então, até algumas luas atrás. O fato é que Orácio foi capturado pela Mão Negra, e nós suspeitamos de que forças maiores estejam envolvidas nesse caso, afinal, não acredito que pessoas comuns tenham conseguido se opor tão facilmente ao poder de um Maiethen. Por isso, resolvemos pedir a ajuda de Vossa Majestade nessa empreitada de tentar localizar e resgatar nosso líder. Esperamos poder contar com o Dragão Branco ao nosso lado.
Atenciosamente, Edgar o Bondoso. 338 D.F.
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2020.04.08 09:40 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2020.04.08 09:38 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2020.03.18 19:34 GuhPilon ECONOMIA E MAQUIAGEM VERDE

ECONOMIA E MAQUIAGEM VERDE
Conceituação e análise do ecodesenvolvimento na era moderna e contemporânea, esclarecendo dúvidas sobre as diversas terminologias empregadas em diferentes momentos da história
Limeira – SP
2019
Economia verde
As cores, podem transmitir sentimentos, emoções e sensações. Comumente podemos associa-las a objetos e até acontecimentos, utilizando de artifícios para fixar o conteúdo desejado no imaginário da população.
Um bom exemplo ocorreu na revolução francesa, onde seu lema inspirou as cores da bandeira, sendo azul liberdade, branco igualdade e vermelho a fraternidade. Há também exemplos mais recentes como as campanhas do outubro rosa, promovendo incentivo a prevenção ao câncer de mama, ou também setembro amarelo, em prevenção ao suicídio.
Com a revolução Industrial, o modelo de mercado mudou significativamente, ampliando tanto a oferta quanto a demanda. O Fordismo, Taylorismo e Toyotismo trouxeram o modelo de produção como conhecemos hoje, tendo como consequência também o desmatamento e emissão de gases que futuramente agravariam o efeito estufa, tornando inviável continuar com esse método de produção e consumo.
Partindo de uma época onde as empresas respondiam exclusivamente aos seus investidores e visando apenas o lucro, houve diversas tentativas de mensurar até onde seria considerada uma taxa de exploração sustentável.
A Conferencia de Estocolmo, realizada entre 5 a 16 de julho de 1972, trouxe os holofotes de todo o mundo para o meio ambiente, buscando conciliar os avanços econômicos com o meio ambiente. Como resultado desse primeiro esforço, surgiu a declaração de Estocolmo, declarando seus 26 princípios e a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Nessa conferencia o Brasil foi fortemente de encontro com as propostas, vendo a degradação do meio ambiente como um mal necessário para que houvesse progresso. Por pressão interna e externa, foi criada a Secretaria Especial de Meio Ambiente.
A partir desse esforço inicial, alavancou-se diversos outros movimentos voltados a um desenvolvimento sustentável e como estratégia de fixação no imaginário da população, atribuíram a cor Verde em iniciativas ambientais.
No contexto da Agenda 21 lançada na Eco 1992, foi elaborado um novo modelo econômico “economia verde” (Elaborado em 2008 pelo Pnuma), que se tornou o principal assunto na Rio+20 , estando relacionado a mudança climática que é o agora famoso efeito estufa. Nessa reunião os principais objetivos foram: a redução de emissão de CO₂ , eficiência no uso de recursos naturais e energia renovável . Há diversas críticas, pois nela se aceita a apropriação dos recursos naturais, estipulando valores monetários, não levando em consideração a singularidade de cada bioma, associando o nome economia verde a green washing ou maquiagem verde.
Com a popularização do tema, várias empresas buscam conciliar seus meios de produção com a sustentabilidade, não apenas para preservar o meio ambiente, mas por pressão de seus consumidores, agora atentos com os fatores ambientais. Por esse motivo foram criadas medidas voltadas a conservação do meio ambiente, como, por exemplo, a ISO14001 que certifica com seu selo as organizações que aplicam seu ciclo de melhoria denominado de Plan Do Check act (PDCA) sendo:
Plan : Estabelecer quais são os objetivos a serem alcançados
Do: Após o reconhecimento dos problemas deve-se executar o plano de ação para alcançar esse objetivo.
Check : Usada em conjunto com a faze “Do” , é um acompanhamentos das tarefas , monitorando o desempenho , caso haja algum empecilho , é utilizada para sana-lo.
Act: Nesta etapa, devemos analisar se as metas foram alcançadas, caso não sejam, deve-se adotar ações corretivas sanando os déficits.
Com essa nova vertente no mercado, deve-se atentar com o green washing denominado também de maquiagem verde , que utilizam do marketing para apresentar uma falsa ideia de empresa ecologicamente correta , para seus consumidores , que priorizam o consumo de produtos sustentáveis, por meio de propagandas enganosas , e mascarando muitas vezes processos que agridem o bioma ou exagerando em afirmações irrelevantes.
O termo sustentabilidade surge na conferência de Estocolmo, com o intuito de conciliar um limite máximo de exploração, de modo que não comprometa o ecossistema. Veiga acusa que hoje o termo “sustentabilidade” está banalizado, usado excessivamente para tratar muitas vezes em assuntos não correlacionados com o meio ambiente. O que pode ser visto em diversas propagandas onde utilizam a terminologia para chamar atenção do público, sem realmente estar congruente com a eficácia prática do fato.
Quebra de Página
REFERENCIAS
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BARBOSA, Vanessa. Os 6 Setores mais promissores da economia verde. 13/09/2016 Disponível em: https://exame.abril.com.beconomia/os-6-setores-onde-a-economia-verde-mais-avanca/ Acessado em: 18/02/2020
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2019.12.28 03:48 altovaliriano Vento Cinzento está vivo

Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/4dhyal/spoilers_extended_mother_he_said_grey_wind/
Autor: alaric1224
Título Original: "Mother," he said, "Grey Wind . . ."

Muitos acreditam que o lobo gigante de Robb, Vento Cinzento, morreu com Robb no casamento vermelho. No entanto, afirmo que essa é apenas uma das interpretações possíveis e que o GRRM, na verdade, deixou várias pistas de que Vento Cinzento ainda vive.
Primeiro, precisamos analisar por que achamos que Vento Cinzento está morto. Existem quatro fontes principais.
  1. Bran acha que Vento Cinzento pode estar morto.
  2. Jon acha que Vento Cinzento está morto.
  3. Salladhor Saan nos conta o que os plebeus estão dizendo sobre a cabeça de Vento Cinzento ter sido costurada ao corpo de Robb.
  4. Merrett Frey responde perguntas sobre a cabeça ter sido costurada ao corpo de Robb.
Bran e Jon pensam que Vento Cinzento está morto, mas isso se dá em grande parte porque outras pessoas disseram a eles e de suas próprias interpretações do que seus lobos gigantes vêem. Notadamente, nem Fantasma nem Verão pensam que Vento Cinzento esteja morto. Isso é especialmente significativo porque sabemos que eles podem sentir seus próprios irmãos e irmãs. De fato, da perspectiva de Fantasma e Verão, parece que eles não sentiram a morte de Vento Cinzento do mesmo modo que sentiram a morte de Lady. São apenas os humanos que combinam os rumores que ouviram e as percepções dos lobos gigantes para chegar a uma conclusão.
É aqui que é importante ressaltar que algo não se torna verdade apenas porque um personagem POV pensa que é.
Sim, Bran pensa:
O sonho que tivera... o sonho que Verão tivera... Não, não devo pensar no sonho. Nem sequer o tinha contado aos Reed, embora pelo menos Meera parecesse sentir que havia algo errado. Se nunca falasse dele, talvez pudesse esquecer que o sonhara, e então não teria acontecido, e Robb e Vento Cinzento ainda estariam...
(ASOS, Bran IV)
Notadamente, esses são os pensamentos de Bran depois de se lembrar de um sonho que Verão teve. Um sonho que é visivelmente omitido da história (e do leitor).
E Jon pensa:
Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu. Robb tinha morrido nas Gêmeas, traído por homens que acreditava serem seus amigos, e seu lobo havia perecido com ele.
(ADWD, Jon I)
Mas isso deixa de fora o que ele realmente percebeu quando era Fantasma, que é abordado neste excelente post por lady_gwynhyfvar do famoso da Radio Westeros.
De um post em seu blog:
Quando Jon pensa que "Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu", mais adiante neste capítulo, ele está aceitando a direção errada dos pensamentos do lobo branco sobre seus companheiros de matilha no sonho de lobo, pois isso confirma o que ele acha que sabe em seus momentos de vigília. Temos indícios o suficientes de outros pontos de vista para acreditar no contrário. Considere esse pensamento de Bran em Verão:
Eram seus agora. Eram sua matilha. Não, o garoto sussurrou, nós temos outra matilha. Lady está morta e talvez Vento Cinzento também, mas Cão Felpudo, Nymeria e Fantasma ainda estão em algum lugar. Lembra do Fantasma? (ADWD, Bran I)
E há isso em ADwD, Jon I:
Antes eles eram seis, cinco choramingando cegos na neve, ao lado do cadáver da mãe, sugando o leite gelado de seus duros mamilos mortos, enquanto ele se arrastava sozinho. Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir.
“Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir” é ambíguo. Isso poderia significar "restavam quatro, e ele não podia mais sentir um desses quatro", mas também poderia significar "restavam quatro, e outro que ele não podia mais sentir". Acho que a segunda interpretação é a correta, caso contrário, teríamos que identificar qual dos quatro ele não conseguia sentir. Ele está claramente consciente de si mesmo, Nymeria e Cão Felpudo neste capítulo. Então, isso deve significar que ele não pode sentir Verão, certo?
Nas noites sem estrelas, o grande penhasco ficava negro como uma rocha, a escuridão elevando-se sobre o mundo inteiro, mas, quando a lua saía, ele brilhava pálido e frio como um córrego congelado. A pele do lobo era grossa e peluda, mas quando o vento soprava sob o gelo, nenhum pelo conseguia afastar a sensação de frio. Do outro lado, o vento estava ainda mais frio, o lobo sentia. Era onde seu irmão estava, o irmão cinzento que cheirava a verão.
(ADWD, Jon I)
Então, ele sente Cão Felpudo, Nymeria, Verão e ele mesmo... "Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir". Em outras palavras, ele sabe que Lady está morta, mas ele simplesmente não consegue sentir Vento Cinzento.
Finalmente, é importante observar que, apenas porque um personagem POV pensa algo, não o torna verdadeiro. Por exemplo, Cersei pensa esse pensamento, que sabemos ser falso:
Dentro da torre, a fumaça dos archotes irritou-lhe os olhos, mas Cersei não chorou, como o pai não teria chorado. Sou o único verdadeiro filho que ele teve.
Notadamente, se Bran, o warg mais poderoso entre seus irmãos, não sabe que Vento Cinzento está morto, então como podemos saber que Vento Cinzento está morto?
Salladhor Saan e Merrett Frey confirmaram que Vento Cinzento está morto, não? Sim, sobre isso ... Salladhor Saan:
Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.
– Tem certeza? – perguntou.
– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de o Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele tambémfoi morta e atirada nua ao rio.
(ASOS, Davos V)
E onde Salladhor conseguiu suas informações? Porque os plebeus sempre são precisos em suas histórias, certo?
O povo diz que o último ano do verão é sempre o mais quente. Não é bem assim, mas muitas vezes parece que é, não é verdade? (AGOT, Eddard V)
O povo diz que foi o fantasma do Rei Renly, mas homens mais sensatos sabem quem foi. (ACOK, Tyrion XV)
O vidro de dragão é feito por dragões, como o povo gosta de dizer? (ASOS Samwell II)
Em Valdocaso os plebeus ainda amam Lorde Denys, apesar da desgraça que lhes trouxe. É à Senhora Serala, sua esposa de Myr, que atribuem a culpa. Chamam-na a Serpente de Renda. Se ao menos Lorde Darklyn tivesse se casado com uma Staunton ou uma Stokeworth... bem, sabe como os plebeus gostam de falar. A Serpente de Renda encheu os ouvidos do marido com veneno de Myr, eles dizem, até que Lorde Denys se ergueu contra seu rei e o tornou cativo. (AFFC Brienne II)
Isso foi antes de morrer – o jovem Sor Arwood Frey disse. – O povo diz que a morte o mudou. Pode matá-lo, mas ele não permanece morto. Como se luta com um homem assim? E também há o Cão de Caça. Ele matou vinte homens em Salinas. (AFFC, Jaime IV)
Bem ... os plebeus não estão sempre errados. Mas eu não confiaria nos relatos deles deles como definitivos em nada.
Merrett Frey:
[...] o lobo gigante do Stark matou quatro de nossos lobeiros e arrancou o braço do mestre dos canis de seu ombro, mesmo depois de o enchermos de dardos...
– E por isso costurou a cabeça dele ao pescoço de Robb Stark depois que os dois estavam mortos – disse o do manto amarelo.
– Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber. Não mataria um homem por beber. [...]
(ASOS, Epílogo)
Por ter estado lá, ele deve se lembrar com precisão, certo?
Ah, exceto pela parte em que ele estava babando bêbado na época e provavelmente não se lembra de nada muito claramente.
Grande-Jon já estava para lá de bêbado. O filho de Lorde Walder, Merrett, estava competindo com ele, taça atrás de taça, mas Sor Whalen Frey desmaiou tentando acompanhar os dois. Catelyn teria preferido que Lorde Umber tivesse achado por bem permanecer sóbrio, mas dizer ao Grande-Jon para não beber era como lhe pedir para não respirar durante algumas horas.
(ASOS, Catelyn VII)
E você leia atentamente, verá que Merrett não disse que viu isso acontecer. O que Merrett viu foi Vento Cinzento livre e matando pessoas, apesar de estar cheio de dardos. Foi Limo quem sugeriu que a cabeça do lobo havia sidocosturada em Robb. E a resposta de Merrett? "Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber."
Então, Salladhor Saan sabe que isso acontece porque os plebeus dizem que aconteceu. E Merrett Frey estava lá, mas bebeu o suficiente para que seu irmão desmaiasse de bêbado. E ele não mencionou a costura da cabeça. Foi acusado disso e depois transferiu a culpa para o pai (que obviamente não fez isso por conta da idade avançada).
Finalmente, temos dois pontos de vista em ADWD que interagem com um grande número de Freys. Aqueles Freys, que estavam no Casamento Vermelho e não estavam bêbados, contam muitos contos, mas nenhum deles menciona uma cabeça de lobo sendo costurada no corpo de Robb. Isso não significa que não aconteceu, mas questiona quem diz que aconteceu.
Então, a cabeça de um lobo foi realmente costurada no corpo de Robb? Talvez. A cabeça de Vento Cinzento foi costurada no corpo de Robb? Umm ... não, isso é, provavelmente, logisticamente impossível.
O pescoço do homem comum tem 16 polegadas de circunferência. O pescoço médio do pastor alemão tem 18 polegadas de circunferência e é provavelmente comparável ao de um lobo cinza comum. Você poderia costurar a cabeça de um lobo no corpo de um homem e sabemos que há uma matilha gigante de lobos na área graças a Nymeria.
Por outro lado, Vento Cinzento é um lobo gigante. Qual é o tamanho do pescoço de um lobo gigante?
Meio enterrada na neve manchada de sangue, uma forma enorme atolava-se na morte. Em sua desgrenhada pelagem cinzenta formara-se gelo, e um tênue cheiro de putrefação impregnava-a como perfume de mulher. Bran viu de relance os olhos cegos repletos de vermes, uma grande boca cheia de dentes amarelados. Mas foi o tamanho da coisa que o fez ficar de boca aberta. Era maior que seu pônei, com o dobro do tamanho do maior cão de caça do canil de seu pai.
– Não é aberração nenhuma – disse Jon calmamente. – Isso é uma loba gigante. Esses animais crescem mais do que os da outra espécie.
(AGOT, Bran I)
Maior que um pônei e duas vezes o tamanho do maior cão do canil? Bem, se o pescoço tem o dobro do tamanho dos cães de caça maiores, podemos dizer com segurança que tem mais de 36 polegadas de circunferência - boa sorte costurando isso no corpo de um homem grande. Talvez devêssemos fazer a comparação do pônei. A circunferência média do pescoço de um pônei é de 40 polegadas... Mesmo se aceitarmos, argumentando que Gray Wind não estava completamente crescido como sua mãe, sua cabeça ainda é grande demais para caber no corpo de Robb. Se uma cabeça foi costurada no corpo de Robb, era a cabeça de um lobo normal, não a de Vento Cinzento.
Portanto, vimos que não temos relatos reais em primeira mão do que aconteceu, exceto o de Merrett, que provavelmente não é super preciso e que confirma que Vento Cinzento foi libertado. Também temos uma segundo relato de Walder Rivers e Edwyn Frey. Essas são os únicos relatos diretos que temos do que aconteceu com Vento Cinzento.
– [...] Diga-me, Sor Raynald Westerling conta-se entre esses cativos?
– O cavaleiro das conchas? – Edwyn fez uma expressão de desprezo. – Esse pode ser encontrado alimentando os peixes no fundo do Ramo Verde.
– Ele estava no pátio quando nossos homens foram abater o lobo gigante – disse Walder Rivers.– Whalen exigiu-lhe a espada, e ele a entregou com bastante docilidade, mas quando os besteiros começaram a encher o lobo de flechas, pegou no machado de Whalen e libertou o monstro da rede que lhe tinham atirado. Whalen diz que recebeu um dardo no ombro e outro nas tripas, mas ainda conseguiu chegar ao adarve e se atirar no rio.
(AFFC, Jaime VII)
Então, sabemos que Raynald foi capaz de lutar e fugir, pelo menos até certo ponto, e que ele foi capaz de libertar Vento Cinzento. Então, GRRM nos diz que não sabemos se Reynald foi morto. Se não sabemos se eles foram capazes de matar Raynald, como saberemos que eles foram capazes de matar Vento Cinzento?
– Deixou uma trilha de sangue nos degraus – Edwyn acrescentou.
– Encontraram seu cadáver mais tarde? – Jaime quis saber.
– Encontramos mil cadáveres mais tarde. Depois de passarem alguns dias no rio, ficam todos muito parecidos uns com os outros.
(AFFC, Jaime VII)
Nota-se que ele não diz que eles encontraram um cadáver usando o brasão dos Westerling, que ele afirma conhecer. "O Cavaleiro das Conchas?" Seu conhecimento do brasão também implica que Raynald usava o brasão, o que o tornou bem conhecido pelos outros. É improvável que Edwyn estivesse familiarizado com os brasões de casas menores do Ocidente. Eles encontraram corpos, mas aparentemente nenhum ostentava o símbolo conhecido do cavaleiro das conchas. Isso significa que Raynald provavelmente está vivo, ou pelo menos que seu corpo nunca foi encontrado. Se Raynald está vivo, Vento Cinzento provavelmente também está vivo. Eu acho que teria sido mais fácil para Vento Cinzento escapar do que Raynald. Afinal, Vento Cinzento foi nomeado por ser muito rápido:
Robb chamara seu lobo de Vento Cinzento, porque ele corria muito depressa. (AGOT, Bran II)
Como muitos respondem a quaisquer teorias apresentadas aqui ou em outros lugares, “qual seria a função narrativa da história/enredo da sobrevivência de Vento Cinzento?” Bem, muitos falaram sobre o significado de Sansa e Arya perderem seus lobos e, assim, se separarem de sua "matilha". O simbolismo é óbvio. E para Arya, enquanto ela está longe de sua "matilha", Nymeria ainda está viva e ligada à família, ela pode encontrar o caminho de volta e se reunir com sua loba gigante. Pobre Sansa - ela não tem uma loba para recuperar…
Notavelmente, muitas teorias sobre Sansa teorizam que, depois de perder Lady, ela simbolicamente deixou de ser uma Stark e que sua história acabará por torná-la uma Stark novamente. Que melhor maneira de voltar ao grupo do que recuperar um lobo gigante….
Ele os enfeitiçou, pensou Alayne naquela noite, enquanto, na cama, ouvia o vento uivar junto às suas janelas. Não saberia dizer de onde a suspeita viera, mas uma vez que lhe atravessou a mente não a deixou dormir. Virou-se e se remexeu, roendo a ideia como um cão faria com um velho osso. Por fim, levantou-se e se vestiu, deixando Gretchel com seus sonhos.
(AFFC, Alayne I)
Além disso:
Havia gelo sob seus pés e pedras quebradas só à espera para torcerem um tornozelo, e o vento uivava ferozmente. Soa como um lobo, Sansa pensou. Um lobo fantasma, tão grande quanto as montanhas.
(AFFC, Alayne II)
Olá, Vento Cinzento! E ao entrar na pele de simbolicamente, ela poderá sentir a presença de Robb ainda lá. Afinal, suas últimas palavras ecoam a última palavra de Jon. "Vento Cinzento ..." "Fantasma".
EXTRA 1: Evidência de que a Muralha não impede o aviso ou os lobos-diretos de se sentirem:
Em A Fúria dos Reis, Jon está ao norte da Muralha com Qhorin Meia-Mão quando ele tem este sonho:
Havia cinco onde devia haver seis, e estavam espalhados, todos separados uns dos outros. Sentiu uma profunda sensação de vazio, de incompletude. A floresta era vasta e fria, e eles eram tão pequenos, tão perdidos. Os irmãos estavam longe, em algum lugar, e a irmã também, mas tinha perdido seus rastros. Sentou-se nos quartos traseiros e levantou a cabeça para o céu que escurecia, e seu choro ecoou pela floresta, um som longo, solitário e lamentoso. Enquanto o som morria, aguçou as orelhas, à escuta de uma resposta, mas o único ruído foi o suspiro da neve soprada pelo vento.
Jon?
O chamado veio de suas costas, mais baixo do que um sussurro, mas forte. Pode um grito ser silencioso? Virou a cabeça, em busca do irmão, de um vislumbre de uma silhueta esguia e cinzenta em movimento sob as árvores, mas nada havia, só…
Um represeiro.
Parecia ter brotado da rocha sólida, com as raízes brancas contorcendo-se de uma miríade de fissuras e rachaduras finas como fios de cabelo. A árvore era fina comparada com outros represeiros que tinha visto antes, pouco mais do que um broto, mas crescia diante de seus olhos, com os galhos engrossando à medida que se estendiam para o céu. Com prudência, deu a volta no tronco branco e liso até encontrar o rosto. Olhos vermelhos olhavam-no. Eram olhos ferozes, mas satisfeitos por vê-lo. O represeiro tinha o semblante do irmão. Teria o irmão sempre tido três olhos?
(ACOK, Jon VII)
Pela maneira como é descrito, parece que isso é veio do Bran pós-Corvo de Sangue, mas esse não é o caso. Afinal, como vimos em A Fúria dos Reis:
Ali, na escuridão frígida e úmida da tumba, seu terceiro olho finalmente abrira-se. Conseguia alcançar Verão sempre que quisesse, e uma vez tinha até mesmo tocado Fantasma e falado com Jon.
(ACOK, Bran VII)
Bran estava em Winterfell, Jon e Fantasma estavam ao norte da Muralha, e Bran estendeu a mão e tocou Fantasma e conversou com Jon. A parede não bloqueia a detecção dos outros lobos.
Além disso, em A Tormenta de Espadas, Fantasma está ao norte da Muralha e Verão não, mas é isso que Verão pensa:
Mas às vezes conseguia senti-los, como se ainda estivessem com ele, escondidos de sua vista apenas por um pedregulho ou um pequeno bosque. Não era capaz de cheirá-los, nem de ouvir seus uivos noturnos, mas sentia a presença deles atrás de si... todos menos a irmã que tinham perdido.
(ASOS, Bran I)
Então isso novamente parece indicar que Verão podia sentir Fantasma, mesmo quando ele estava ao norte da Muralha.
Finalmente, a Muralha não era uma barreira para Varamyr entrar na pele da águia de Orell:
O troca-peles tinha um rosto cinzento, ombros redondos e era calvo, um homem que mais parecia um rato com olhos de lobisomem.
– Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
– É assim que sabemos – disse Mance. – Sabemos como vocês eram poucos quando detiveram a tartaruga. Sabemos quantos vieram de Atalaialeste. Sabemos como seus suprimentos minguaram. Piche, óleo, flechas, lanças. Até a escada desapareceu, e aquela gaiola só pode içar uns poucos. Nós sabemos. E agora você sabe que sabemos.
(ASOS, Jon X)
Não acho que a Muralha bloqueie a mudança de pele ou impeça os lobos gigantes de sentirem uns aos outros.
EXTRA 2: Por que Vento Cinzento não pode ser detectado?
Eu acho que há várias possibilidades que explicam Vento Cinzento não ser sentido. Estas são as três que considero mais fortes:
  1. Vento Cinzento agora é especial entre os irmãos lobos gigantes, já que ele não tem mais seu ser humano. Isso pode interromper a conexão que lhes permite sentir um ao outro.
  2. Se Robb entrou na segunda vida em Vento Cinzento, pode ser que Fantasma não o sentisse mais como irmão - ele agora é um ser composto (Robb + Vento Cinzento) em vez de um ser autônomo.
  3. A capacidade de sentir um ao outro depende da força de vida dos irmãos. Mesmo que tenha sobrevivido, Vento Cinzento ficou gravemente ferido e pode estar à beira da morte, sem força vital suficiente para que seus irmãos o sintam.
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2019.12.24 17:40 Bossnelo Uma Anedota Sobre o Início

O que é a existência? Gosto de pensar que é o conjunto de tudo que existe e não existe. Pois a partir do momento que algo não existe passa existir justamente por não existir, mesmo que seja apenas na imaginação. Agora te pergunto por que algo que está apenas na imaginação não é real? você criou um cenário, um contexto e deu sentido a representação feita, não é por que apenas não existe no material ou que é “impossível” de ser real que já não existe. Digo isto pois vocês, mortais, que nem ao menos saíram da minha imaginação ainda, não existem mesmo existindo segundo essa lógica.
Prazer me chamo, , ainda não decidi um nome, na verdade ainda não inventei o significado de nome, então escrevo esse texto enquanto nada existe mesmo já existindo em minha mente, assim essas palavras com significante mas sem significado, ainda, para qualquer outro seriam vazias nesse momento. Escrevo não por vontade de criar regras, contar como ocorreu, ou de guiar vocês - não nesse conto pelo menos. Escrevo, pois, para aquele que pode tudo e tudo sabe mesmo sem haver o todo, a escrita ajuda a guiar por esse processo tendo que seguir uma linha racional em meio ao absurdo.
Antes de criar tudo preciso de ajudantes, seres alados pois acho fofo, para que possam me ajudar a vigiar e proteger de mim mesmo minha futura criação. Seres com o corpo semelhante ao meu, os chamarei de anjos. Haverá 3 tipos de anjos, o primeiro tipo será o guerreiro esse ajudará a humanidade a enfrentar o caos que criarei por puro entretenimento. O segundo tipo será responsável pela morte, sim vocês morrerão, não saberiam viver se não houvesse a ameaça iminente de morte a todo instante. O 3° tipo serão 4 cavaleiros responsáveis por administrar o caos, Guerra, Fome, Peste e o cavaleiro da morte responsável por administrar o 2° tipo de anjo. E por último um anjo especial que será responsável por tudo que de mal que acontecerá mesmo sendo eu aquele que criou caos. Contarei que a Estrela da Manhã me traiu, o mais belo dos anjos foi corrompido, como podem me adorar se não tiverem a quem odiar? Histórias de rivalidade entre o bem e o mal, unilateralmente enxergado, nunca sairão de moda assim declaro.
Só me resta criar tudo que existirá e não existirá agora.
Pronto tudo foi criado, ser um ser onipotente às vezes é chato porém fazer o que? Só precisei de uma explosãozinha para que tudo inicia-se, vocês humanos podem até tentar entender o que havia antes, mas será impossível para mente de vocês já que vivem em um mundo cercado pelo tempo e espaço, o que havia antes da explosão não tinha nenhum dos dois.
A morte será o ponto final no sentido literal não haverá mais nada depois.

(Não tenho intenção de ofender ninguém, é apenas um texto sem cunho político.)
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2019.12.03 01:30 Viajeiro_no_Peru Trem de Machu Picchu: temporada de janeiro a abril

De janeiro a abril, a época de chuvas é muito comum na cidade imperial de Cusco como em Machu Picchu. Portanto, as partidas de trem são feitas apenas nas estações de Urubamba e Ollantaytambo. E a partida direta de Cusco? Nesse caso, existem serviços de dois modos: viajando de ônibus e depois de trem. Mas o mais importante é reservar seu boleto de ingresso a Machu Picchu, se você não tiver seu boleto, não será possível entrar a Machu Picchu. Então aprenda como comprar ingresso para Machu Picchu!
Informações sobre o trem para Machu Picchu.
A maioria dos turistas escolhe viajar de trem para Machu Picchu. Você pode escolher entre 3 estações disponíveis em Cusco: Ollantaytambo, Urubamba ou Cusco. Este último está fechado de janeiro a abril devido às chuvas.
Qual é a estação das chuvas em Machu Picchu?
A estação chuvosa de Machu Picchu dura de novembro a abril.
É caracterizada por chuvas constantes que podem ocorrer a qualquer hora do dia.
Fevereiro é o mês mais chuvoso do ano. Dias Incas, a Trilha Inca para Machu Picchu fechou devido a deslizamentos de terra
A maneira mais segura de chegar a Machu Picchu durante a estação chuvosa é de trem.
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No Machu Picchu Pacotes você pode escolher os destinos que deseja visitar! Aventure-se no Peru e visite muitos destinos!
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Como a estação chuvosa altera a partida dos trens?
Durante a estação chuvosa, estão sendo realizados trabalhos de manutenção nos trilhos da parte de Cusco, que liga a cidade dos incas ao vale sagrado.
Por esse motivo, entre 1º de janeiro e 30 de abril, foram suspensos os serviços de trem que partiam da estação Wanchaq e Poroy, na cidade de Cusco.
As partidas agora acontecem nas estações de Urubamba e Ollantaytambo, no Vale Sagrado dos Incas.
Esta norma se aplica às empresas ferroviárias do Peru e aos serviços de trem Inca Rail.
As partidas de trem variam de janeiro a abril
Devido à estação das chuvas, as empresas ferroviárias peruanas e ferroviárias incas aplicam o serviço “Bimodal (ônibus + trem)” quando saem de Cusco.
Esta medida é protegida entre 1 de janeiro e 30 de abril de cada ano.
Um serviço de ônibus leva você da estação ferroviária de Cusco para Ollantaytambo. Ele o transferirá para o trem que o levará a Machu Picchu (Aguas Calientes). A partir de maio, eles começam a reiniciar as partidas de trem de Cusco.
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Combine Machu Picchu com uma das montanhas mais lindas do planeta! A Montanha Colorida no Peru é um dos passeios mais realizados, não perca a oportunidade de conhecer essa montanha!
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Ferrovia do Peru
A Ferrovia Peru é uma das empresas de trem que partem para Machu Picchu. Oferece os seguintes serviços: Expedição, Vistadome, Vale Sagrado e Hiram Bingham.
De 1 de janeiro a 30 de abril, a Peru Rail oferece um serviço 'Bimodal' para deixar Cusco.
A viagem começa com uma viagem de ônibus da estação Wanchaq para a estação Ollantaytambo (cerca de 1 hora e 30 minutos).
Na estação Ollantaytambo, o trem o levará até a última estação na cidade de Machu Picchu (cerca de 1 hora e 30 minutos).
O serviço de trem "Hiram Bingham" é diferente: o ônibus parte da estação Wanchaq para a estação Belmond Rio Sagrado em Urubamba (cerca de 1 hora de viagem). Em seguida, inicie a viagem de trem para a cidade de Machu Picchu (2 horas de viagem).
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Gostaria de tirar uma foto em uma lagoa paradisíaca e gloriosa? Existe um charme muito especial nas lagoas de Cusco! Não esqueça de incluir essas lagunas no seu roteiro em Cusco: A Laguna Humantay (Saiba o significado de Humantay) e a Lagoa Ausangate.
Ferrovia Inca
A Inca Rail é uma das empresas de trem que viajam para Machu Picchu. Oferece os seguintes serviços: Voyager, 360º, Premium e Exclusivo.
De 1 de janeiro a 30 de abril, a Inca Rail oferece serviços 'Bimodal' para sua partida de Cusco.
A viagem começa com uma viagem de ônibus para a estação de Ollantaytambo (cerca de 1 hora e 30 minutos) a partir da entrada do hotel Costa del Sol em Cusco.
Uma vez em Ollantaytambo, foi feita uma transferência para Aguas Calientes de trem para Machu Picchu, que demorou cerca de 1 hora e 30 minutos.
A viagem de volta de Machu Picchu a Cusco segue a mesma rota do serviço de mão única “Bimodal”: a viagem de trem vai para Ollantaytambo e depois de ônibus para a cidade de Cusco.
A estação ferroviária de Ollantaytambo é a mais utilizada pelos turistas, pois possui mais horários de partida e chegada de trem. Esta estação opera durante todo o ano durante as estações chuvosas (novembro a abril) ou estações secas (maio a outubro).
***
Os viageiros jovens e corajosos fazem caminhos especiais a Machu Picchu! Curta ainda mais a sua experiência fazendo o caminho Inca para Machu Picchu ou faça o Salkantay trekking.
Como estão os horários dos trens de abril a dezembro?
Horário de trem do Peru: partidas de Cusco (janeiro a abril)
Serviço ‘Bimodal (ônibus + trem) Ônibus de Cusco (estação Wanchaq) Trem de partida (estação Ollantaytambo) Chegada (estação Machu Picchu)
Tempo 5,50, 8,29, 9,54
Vestir o vestido 6.30 - 09.15 - 10.52
Vista-me às 7.50 10.32, 12.11
Hiram Bingham, 7.20, 9.40
* Partida do trem Hiram Bingham na estação Belmond Hotel Rio Sagrado.
Horários dos trens da Inca Railway: partidas de Cusco (janeiro a abril)
Serviço ‘Bimodal (Ônibus + Trem) Partida de Cusco (Av. El Sol 843) Trem de partida (estação Ollantaytambo) Chegada (estação Machu Picchu)
Voyager 4.10, 6.40, 8.01
360º 10,16, 12,36 da tarde, 2:00 da tarde.
Mais informações sobre bilhetes de trem
Se você não quiser comprar uma passagem de trem na Bimodal De Cusco, a melhor opção é viajar de Cusco para Ollantaytambo e depois pegar o trem.
Viaje de Cusco a Ollantaytambo em transporte público (3 USD) e 1 hora e 30 minutos. Os ônibus estão localizados na rua "Pavitos" de Cusco.
Após a estação chuvosa (janeiro a abril), a Inca Rail também oferece o serviço de trem Cusco - Machu Picchu.
A Inca Rail oferece seus serviços ao longo do ano em Cusco "Bimodal" - Machu Picchu.
Os bilhetes de trem são comprados on-line nos sites da Ferrovia Peruana ou Ferroviária Inca.
A última estação fica na cidade de Aguas Calientes (cidade de Machu Picchu). De lá, você precisa pegar um ônibus para Inca (a viagem leva 30 minutos).
As partidas de trem são pontuais. Os turistas são aconselhados a chegar às estações de trem com 30 minutos de antecedência.
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2019.11.11 21:13 S_O_S_pensante O significado dos sonhos

Bom, eu acredito muito que os sonhos tem um certo significado e nesta noite eu sonhei com o meu ex e não liguei, mas hoje eu vi coisas que não me agradaram muito, mesmo eu não tendo mais nenhum contato com ele. Agora ele está num intercâmbio e ele me incentivou a criar um perfil nesta plataforma... Bom, eu queria que ele estivesse aqui comigo porque ele era uma ótima pessoa mesmo com todos os problemas que passamos juntos e tivemos de enfrentar. Eu ainda gosto muito dele, mas nunca desabafei isso para meus amigos, isto ainda está guardado comigo. Para piorar, eu não consigo me comunicar com ele, pois ele me bloqueou em TODAS as redes sociais, sem ao menos se importar comigo. Já se passaram 3 meses e este sentimento de amor ainda está em mim.
Uma frase que me marcou muito, até hoje, foi dele dizendo que o que ele sentia por mim era admiração, não amor...isso me machucou muito, até hoje. Para ele, eu sei que tanto faz...
Eu queria muito que ele soubesse o que eu estou passando nesses meses que ele está fora... Poder compartilhar todas as dificuldades, problemas e situações. Eu pude ficar com algumas pessoas que de cara pareciam ser muito legais divertidas e maravilhosas, mas depois fui descobrindo o que eu sempre prevejo... A pessoa ser boa contigo no início e depois se mostrar quem realmente é, e com meu ex foi totalmente diferente, ele sabe disso. Meu, agora tá tocando "Hold on - Shawn Mendes" e eu não sei lidar com isso...

Meu ex sempre dava conselhos sem ao menos saber e isso me fazia muito bem. Nesses tempos, pude conhecer muita gente falsa, muita gente que fingia ser meu amigo, aquelas que se aproximaram por interesse e eu pude perceber tudo com o tempo. Com nenhuma das pessoas que eu fiquei, foi tão agradável quanto meu ex... sério... A gente fazia tudo juntos: cozinhava, viajava, assistia filmes, videos no youtube, séries, dormia, e até mesmo momentos só eu e ele que ficávamos conversando, um olhando para o outro.

Mas tudo isso acabou e eu não sei de mais nada. Minha vontade é de sair da faculdade, pois eu me mudei para cá por conta da faculdade, e voltar para a minha cidade ou então transferir de faculdade e poder morar em outro lugar. Mas também acredito que nada acontece por acaso. Será que iremos voltar algum dia? Será que ele vai falar comigo quando voltar do intercâmbio? Será que ele vai me desbloquear das redes sociais? Será que eu vou ser um obstáculo na vida dele? Será que vamos pelo menos ficar? Tudo o que fazíamos era maravilhoso, eu não tenho o que reclamar, mas me chateia muito. Eu entendo a parte dele me bloquear em tudo, sim! Mas eu espero que tudo volte a ser como antes quando ele retornar para a cidade.

Não sei se o problema foi a gente ter começado a namorar depois de 15 dias se conhecendo, ou se ele é ex do meu ex e eu sou ex do ex dele, não sei se me entendem... Mas é muito foda tudo isso, sabe?! Ele é o namorado que eu sempre desejei na minha vida, nunca encontrei uma pessoa tão especial, eu sempre dizia isso a ele sobre ser especial na minha vida. Eu nunca comprei nada para meus ficantes/namorado ou algo do tipo e para ele eu dei presente de páscoa, e nos conhecemos no mês de abril.

Não sei o que fazer, ninguém me faz esquecer o ex... Ele é uma pessoa que eu queria estar sempre junto, diferente de outros que eu me enjoô... Mas acredito que esse tempo longe irá contribuir de alguma forma, que eu ainda nem sei, mas só o tempo para dizer tudo isso...

Fora isso, os problemas são com meus amigos que estão péssimos e estão indo embora da cidade, retornando para a cidade natal de cada um... Realmente, este ano de 2019 está acabando com todo mundo... Se eu pudesse voltar no tempo e mudar alguma coisa, seria fazer algo para continuarmos juntos... Mas não deu...

Esse semestre está sendo muito ruim para mim... Espero um dia dizer "Adeus, cidade onde estou"
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2019.11.11 02:53 altovaliriano NotACast #73 - ACOK, Prologue: “Red, Part 1”

O NotACast Podcast, criado em 2018, é provavelmente o mais renomado podcast sobre As Crônicas de Gelo e Fogo hoje. E também provavelmente um dos mais rentáveis. No Patreon, o podcast tem 867 inscritos em assinaturas que variam de 1 a 30 dólares, que atualmente totalizam uma renda de aproximadamente U$ 5.500,00/mês.
O Podcast é criação dos famosos fãs BryndenBFish (nickname de Jeff Hartline) e PoorQuentyn (nickname de Emmett Booth), que já tinha blogs muito famosos entre os leitores de ASoIaF, também sendo autores de teorias famosas no Fandom. Hartline também é um dos moderadores do subreddit asoiaf, hoje a comunidade dedicada a ASoIaF com mais inscritos no mundo.
Sem mais bajulação, eis a resenha.
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Link: https://notacastasoiaf.podbean.com/e/episode-73-a-clash-of-kings-prologue-red-part-1/
Data de Lançamento: 05/08/2019
Primeiro, a parte técnica. As músicas de abertura e encerramento do Podcast são ininteligivelmente altas, por motivos desconhecidos e parecem seguir a lógica de animes: “feel good” na abertura, melancólica no encerramento. O som da voz de Jeff tem uma qualidade perfeita, mas o Emmett tem um microfone de qualidade ruim. Acredito que Jeff deve ser o responsável pela gravação, e Emmett deve transmitir seu comentário via Skype ou programa similar.
Como todo show com financiamento coletivo, os apresentadores iniciam agradecendo a seus Patreons, especialmente aqueles assinantes pertencentes ao que chamam de “pequeno conselho” (30 dólares), a quem citam por nome (ou nickname) e cargos fictícios, e depois passam a responder à pergunta de um ouvinte: “Por que não vemos interações de Stannis com a filha como no show?”.
Fãs assumidos de Stannis Baratheon, Jeff e Emmett discorrem como acham que essas interações devem se tornar mais comuns em Ventos do Inverno, quando Shireen deve ter o mesmo destino que sofreu na série. Segundo eles, o destino está prenunciado pelos sonhos de Shirren com um dragão, pelo debate sobre queimar Edric, pelo precedente de Stannis se livrar de Asaltiva e pelo coração flamejante em seu Brasão. E apostam que vejamos o evento pela perspectiva da própria Melisandre.
Então o episódio realmente começa... com uma sinopse extremamente longa (uns 20 minutos), desnecessária e recheada de piadinhas sem graça (as imitações de Cara Malhada por Jeff são boas, no entanto). Na verdade, em seguida, eles começam uma sinopse rápida do livro inteiro que é ainda mais sem propósito.
A análise do capítulo, entretanto, é densa e recheada de paralelos. Pelo que tenho acompanhado pelo Twitter, Jeff afirma que já virou piada a forma como eles sempre dizem que o episódio da semana é o melhor capítulo dos livros, e é exatamente o que eles fazem neste episódio, especialmente porque é a introdução de um personagem tão falado no primeiro livro e que eles tanto adoram.
O modo como Jeff e Emmett tem argumentos sólidos e compactos pode ser creditado tanto ao domínio do tema quanto à edição quase imperceptível do áudio. Para um podcast de fãs, o projeto beira ao profissionalismo. Contudo, há forte mistura de especulações relevantes e irrelevantes sem nenhum tipo de crítica quanto às últimas. Assim, fica patente a falta de espontaneidade do podcast, que funciona mais como uma resenha do que um espaço para debate.
Mas nem por isso o podcast deixa de ser brilhante. As análises são, em média, de alta qualidade. Jeff vai entoando com facilidade as mais diversas especulações produzidas ao longo dos anos, enquanto. Emmett logra entrelaçar momentos aparentemente desconexos dos livros com análises temáticas.
Talvez porque eu seja familiarizado com a maioria das teorias referidas por Jeff eu tenho achado a suas contribuições as menos empolgantes (houve horas que tive que controlar o sono). Porém, Emmett também teve seus momentos de ideias completamente estapafúrdias (como quando quis, a fórceps, comparar Winterfell e Pedra do Dragão).
Porém, sobejaram análises inspiradas. O fato de o livro começar e terminar com um meistre morrendo à vista de elementos mágicos. O fato de o livro apresentar dois profetizadores essosis sem que percebamos (Melisandre e Cara Malhada). Como meistre Cressen deseja se livrar de Melisandre tanto por ser um meistre (ele não se importa que Pylos o substitua, mas não Melisandre) quanto por ter Stannis como um filho. Que a idade avançada dá a Cressen um senso de urgência de se livrar de Melisandre (fosse ele mais jovem, ele poderia ser mais sutil e demorado).
Jeff, inclusive, faz uma observação capciosa sobre o cometa vermelho não ser o mesmo que a estrela bíblica que levou os reis magos à manjedoura, pois o cometa trouxe mais confusão do que respostas (somente Melisandre acertou o significado, mas mesmo assim deu uma interpretação errada).
O curioso aqui é que Daenerys utiliza o cometa como os reis magos para chegar a Qarth, mas, parafraseando Jeff, isso só a trouxe problemas. Esta coincidência serviu para dar uma motivação a Daenerys para suportar uma viagem pelo deserto que foi recompensada com visões agourentas, inimigos e aliados incertos. Isso mostra que os seguidores de Daenerys quase morreram por acreditar que ela estava lendo corretamente um sinal quando isso não era verdade.
Contudo, a parte mais significante das análises ocorreu em relação à Cara Malhada. Não por coincidência, foi a única vez em que eles fizeram a distinção e críticas entre especulações relevantes e irrelevantes durante todo o programa. Depois de descartarem a possibilidade de que o bobo pudesse ter sangue valiriano (targaryen, blackfyre, brightflame ou outro), argumentaram como Cara malhada era o exemplo vivo de que, ao contrário do que propaga Melisandre, a magia não serve para empoderar ninguém e que por isso, eles acreditam que as “sombras” que viriam “ficar” seriam as sombras das artes da própria Melisandre (numa alusão ao poder negativo da magia).
Me pareceu igualmente interessante como eles ressaltaram que Cara Malhada não era um exemplo de loucura lovecraftiana, de quem teve contato com algo poderoso demais para ser processado pela mente humana (algo que Martin critica em H. P. Lovecraft). Na verdade, eles acham sua loucura bem cômica, mais inclinada a desacredita as profecias de Cara Malhada do que incutir medo no leitor. Isso me chamou a atenção porque eles acreditam com certa convicção que a condição de Cara Malhada decorre do contato com alguma entidade marítima (que faz partes das mais claras referências de Martin a H. P. Lovecraft).
Eu tive que discordar de várias análises que ele fizeram. Em especial, fui mais frontalmente contra eles acharem que a motivação que GRRM deu para Davos ter rompido o cerco a Ponta Tempestade durante a Rebelião foi boa, e revela bem como Davos é uma mistura de cinismo e heroísmo. Eu faço uma análise completa de meus contra-argumentos aqui.
No entanto, eles foram capazes de me pegar completamente desprevenidos quando alegaram que, [SPOILERS TWOW]no capítulo The Forsaken, ficamos sabendo que as vozes que Aeron Greyjoy ouvia do mar eram na verdade coisas da cabeça dele. Tenho que reler para conferir.
Enfim, a impressão que fiquei foi muito positiva. Jeff e Emmett são muito entrosados, dominam o assunto como poucos, têm personalidades distintas (o que permite agradar a gregos e troianos, ou quase) e são capazes de trazer muitos convidados ilustres entre o fandom (como, a julgar pela sinopse de outros episódios, está acontecendo com frequência).
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2019.11.03 18:09 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quinquagésima Segunda Semana (Com fotos de antes e depois no final)

“Now I live here
I'm no more a stranger
And my mind is
Free of hate and anger
I can tell you
My life was just an empty hollow
I can stay here
There is no more sighin'
And I found out
What makes sense to try it
I can tell you
My life was just an empty hollow
An empty hollow”

Cinquenta e duas semanas que mudaram a minha vida. Cinquenta e duas semanas da maior aventura que já embarquei, cheia dos causos que povoam meus relatos semanais. Claro, nem todos são felizes, mas agora há cor onde antes apenas o cinza brilhava. Há lágrimas. Lágrimas de tristeza, sim. Perdas são inevitáveis e rompimentos, necessários. Contudo, há lágrimas da mais pura e incorruptível alegria de viver. A felicidade de quem enfim se encontra dentro de si e pode sorrir por apenas existir.
De uma certa forma eu sempre soube, porém sempre me faltava a coragem de dar o salto de confiança. Assumir os riscos. Eu sempre muito acuada no meu quadrado. Na minha zona de conforto. Na minha zona de treta. Ninguém podia entrar. Nem mesmo a esposa de mais de década. Medo, muito medo. Ainda mais com todo o tumulto político perante a eleição de um monstro neofascista. Teria eu finalmente me encontrado e me aceitado apenas para morrer na ignomínia? Uma travesti cuja lápide ainda carregava seu nome morto?
Coragem movida pelo desespero. Ela mesma colou o primeiro adesivo nas minhas costas naquele fatídico dia 29 de outubro de 2018. A ternura de um amor que se reencontra na adversidade. Despido dos erros de outrora. Enfim, um recomeço. Quem sabe dessa vez viria a puberdade correta? Ansiedade. As primeiras semanas repletas da procura incessante por mudanças, por menor que fossem. Muita observação. Muita introspeção. Como boa cientista, comecei a tomar medições de tudo. Controle. Onde estaria o meu progresso? Será que aquela pontada no peito era o começo? E aquela dor de cabeça, significava que o tratamento estaria funcionando? Não via a hora do tempo passar. Queria me enxergar plena no reflexo do espelho. Peitos, cintura e bunda. Mas por ora só restava aquela face com a sombra da barba de outrora.
Precisava me acalmar e aproveitar a viagem. Afinal, pela primeira vez na vida, o tempo estava a meu favor. Era esperar os remédios fazerem seu efeito. Não que tenha sido fácil. Está sendo uma briga bioquímica e tanto subjugar a minha testosterona e abrir caminho para o estrogênio fazer a sua revolução. Os resultados, entretanto, inegáveis.
Primeiro vieram as famigeradas mudanças emocionais e psicológicas. As lágrimas que anteriormente conseguia contar nos dedos de uma mão quantas vezes vertera, tornaram-se companheiras constantes. Sentimentos e sensações ganharam nuances tão impensadas, que precisei de um dicionário. Terapia e esposa e amigas que já passaram por isso foram fundamentais. Estava me reinventando. Despindo-me de toda a ilusão que criara ao longo de duas décadas e meia para me adequar ao inadequável. Encontrando-me em meu centro. Exigindo respeito. Demandando o meu lugar. Sem, contudo, sobrepor-me ao de outrem. Não sou especial, apenas mais uma na fila da felicidade. Paradoxos de quem fora criada por filhos de Narciso. Um baita aprendizado. Humildade e empatia. Desemaranhamento emocional. Brilhar por mim mesma. Aos poucos a raiva que me servia de constelação guia desvanecendo. Em ascensão apenas o amor próprio que agora podia compartilhar.
Fisicamente, as coisas foram mais lentas. Demasiadamente vagarosas, para alguém tão sem paciência quanto eu. Outro grande aprendizado. Acho que o primeiro grande choque foram com os cheiros. Não apenas o meu mudou, mas, assim como os sentimentos, eles ganharam toda uma nova profundidade. A pele mudou em sua textura. A cada dia ganhava mais o toque que tanto me impactou ao encostar na mão de minha esposa pela primeira vez há quinze anos. A força sumiu. Os contornos do rosto mudaram. Maçãs bem mais proeminentes e um sorriso cada vez mais presente. Os olhos maiores e mais cheios de vida. Os peitos doíam, mas custavam a crescer. Primeiro foram as pontadas e choques. Depois vieram as coceiras incessantes, que até hoje me acompanham. Após um ano, sua presença apesar de ainda tênue é inegável. A cintura também aos poucos afinou, bem como os quadris cresceram, mas o que mais me chocou até agora foi a recente diminuição da minha caixa torácica.
Um ano. Parecia que nunca chegaria nesse estágio. O tempo passa devagar para quem espera ser. Mas esse momento chega e junto com ele uma certeza de estar no caminho certo. De olhar e se reconhecer. De se achar bonita. De se sentir querida. Amada. De estar plena consigo. Conheci muitas pessoas maravilhosas nessa jornada. Muito mais do que as que perdi para a intolerância, para a homofobia, para a transfobia. Sou deveras sortuda. Uma metamorfose que ainda incompleta aguarda as surpresas de uma vida que agora possui um significado. Não sou mais um estranha em mim mesma. Muito prazer em me conhecer Gabrielle.

Uma excelente semana a todes!
Beijocas!
Gabi
p.s.: Os relatos das semanas que estão faltando virão em breve, estou meio atrasada. Este, contudo, não podia deixar de ser postado na semana correta.
Meu antigo eu brindando o meu futuro desabrochar.
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2019.10.26 06:58 altovaliriano 5 fatos sobre a relação de GRRM e a Texas A&M University

Link: http://tiny.cc/zx46ez
Autor: @Sam_Peshek e @TAMU

1. O relacionamento de Martin com o Texas A&M é anterior a Game of Thrones
Martin começou a passar um tempo na Texas A&M nos anos 70 para visitar a AggieCon, um festival e convenção anual de ficção científica e fantasia. A convenção começou em 1969 e se tornou um dos maiores encontros desse tipo nos Estados Unidos. Quando a carreira de escritor de Martin decolou, seu interesse pela Texas A&M, especialmente suas bibliotecas, aumentou.
2. A "Cushing Memorial Library and Archives" da Texas A&M é o repositório oficial de Martin
Martin disse que ficou impressionado não apenas com a coleção de ficção científica e fantasia da Cushing durante suas visitas à AggieCon, mas também com a maneira como as instalações da Biblioteca arquivaram os materiais. Em 1993, depois de duas décadas como escritor prolífico de ficção científica (mas três anos antes da publicação de A Game of Thrones), Martin escolheu a Cushing Library’s Science Fiction and Fantasy Research Collection para depositar sua coleção pessoal de cartas, livros e manuscritos.
"É muito bem cuidado e tem um bom sistema de arquivamento", disse Martin sobre Cushing em uma entrevista em 2013 para o Texas A&M Today. “Mais tarde, quando eu estava me afogando em papéis aqui, pensei em depositar tudo em uma biblioteca em algum lugar. Lembrei-me do Texas A&M e das excelentes instalações que vocês tem lá”.
Martin publicou a primeira parte da série As Crônicas de Gelo e Fogo em 1996, mas a aclamação internacional pela série começou em 2011, quando a série HBO estreou. A biblioteca também se tornou um repositório de algumas das recordações de Martin para o show, onde manuscritos com notas pessoais e recordações como espadas foram expostos em uma exibição especial da biblioteca em 2013.
3. Martin doou o penta-milionésimo volume da biblioteca da universidade
Dois meses antes da quinta temporada de Game of Thrones ir ao ar, Martin doou uma edição especial de O Hobbit, J. R. R. Tolkien, para estabelecer um marco importante na coleção da Biblioteca da Universidade em fevereiro de 2015. A doação contou com uma cerimônia no Rudder Auditorium completamente lotado, onde ele discutiu o significado do presente e o lugar da ficção científica na literatura.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=XjSNmBKueE4
"Não há dúvida de que o efeito dele sobre mim foi profundo e sinto um prazer estranho em vê-lo incluído em uma biblioteca como essa, sendo o penta-milionésimo livro junto a Cervantes e Walt Whitman", disse Martin sobre Tolkien. "Representa uma aceitação da fantasia no cânone da literatura mundial, que eu acho que está muito atrasada, francamente".
4. Martin possui um doutorado honorário do Texas A&M
Depois de dar repercussão nacional às bibliotecas do Texas A&M, a universidade concedeu-lhe um título honorário em 2016. No entanto, Martin disse que não retornará ao campus para aceitar seu diploma até que o sexto livro, The Winds of Winter, esteja concluído.
5. Os materiais e recordações de Game of Thrones estão disponíveis ao público
A coleção de Martin na Cushing contém quase 50.000 peças, em aproximadamente 300 caixas, e a maioria delas está disponível para exibição pública. Para visualizar a coleção, visite a ajuda on-line da biblioteca para selecionar materiais para os funcionários da biblioteca retirarem dos arquivos para visualização na Kelsey Reading Room. Quase tudo, desde espadas de Game of Thrones, correspondência entre editores e showrunners, jogos de tabuleiro, mais de 1.300 cópias de livros em várias traduções e até lancheiras podem ser vistas. Jeremy Brett, curador da Science Fiction and Fantasy Research Collection, disse que a preservação da coleção de Martin pela Texas A&M será crucial à medida que o campo de estudos acadêmicos em torno do livro e da série de televisão cresça.
“Coletamos esse material porque acreditamos que ficção científica e fantasia são gêneros importantes. São aspectos importantes para o estudo acadêmico”, disse Brett. “Martin é uma figura particularmente importante na fantasia americana. É difícil estudar uma figura, a menos que você possua os documentos primordiais, por isso é importante preservar essas coisas para poder estudar Martin de forma completa".
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2019.09.07 14:37 TaoQingHsu Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitória

(Capítulo 11) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitóriaO Buda disse: “Dar cem refeições a pessoas más não é tão bom quanto dar uma boa refeição a uma pessoa;dar mil refeições a boas pessoas não é tão bom quanto dar uma refeição para uma pessoa que obedece aos cinco preceitos;dar refeições a dez mil pessoas que obedecem aos cinco preceitos não é tão bom quanto dar uma refeição a Srotāpanna;dar um milhão de refeições a Srotāpanna não é tão bom quanto dar uma refeição a Sakridāgāmi;dar dez milhões de refeições a Sakridāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Anāgāmi;dar cem milhões de refeições Anāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Arhat;dar dez cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha;dar dez mil milhões de refeições de Pratyeka-buddha não é tão bom quanto dar uma refeição a um Buda do Terceiro Mundo;dar mil trilhões de refeições de três mundos de Buddhas não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar ”.
Dar refeições aos outros se transforma em vitória; a vitória não é sobre os outros, mas para nós mesmos. Se dermos refeições a cem pessoas más, o que fizemos foi ajudá-las a fazer as coisas más. Isso significa que fazemos as coisas más indiretamente. Não é a vitória, mas a perda da nossa vida e do nosso espírito.
Pelo contrário, se dermos refeições a mil pessoas boas. O que fizemos foi ajudá-los a fazer as coisas boas. Isso significa que fazemos as coisas boas diretamente. É a vitória para aumentar a felicidade pela nossa vida e pelo nosso espírito. As pessoas acima mencionadas são as pessoas que não aprendem o Buda e não praticam o Tao. Mas isso não significa que eles não sejam boas pessoas. Se aprender o Buda e se praticar o Dao ou não, não está relacionado a se a pessoa é boa ou não. Se uma pessoa má pudesse arrepender-se de sua falta, tivesse o coração de compaixão e desejasse alcançar o estado de Buda, ele também poderia aprender o Buda.
Se uma pessoa aprendesse o Buda, ele seria ensinado a obedecer aos cinco preceitos no primeiro trabalho de classe. Aqueles que são aprendizes de Buda, mas não monge ou freira budista, são necessários para obedecer aos cinco preceitos. Uma pessoa boa não obedece necessariamente a esses cinco preceitos. Mesmo não sendo o aprendiz de Buda, também podemos obedecer aos cinco preceitos automaticamente. Então, quais são os cinco preceitos? É o seguinte: Não matar os outros e não nos matar.Não roubar.Não fazer sexo de maneira inadequada. Isto é, não se prejudique e não prejudique os outros, e respeite um ao outro.Não mentir.Não tomar álcool ou drogas ilegais. É demonstrar que obedecer aos cinco preceitos é a vitória. Como sabemos, tal vitória não se compara a outros, mas a nós mesmos. Oferecer refeições à pessoa que obedece aos cinco preceitos é melhor do que oferecer refeições a mil pessoas boas. É a vitória também.
Srotāpanna, Sakridāgāmi e Anāgāmi são sânscritos e são algum tipo de substantivo. Eles não são limitados em monge ou freira budista. Isto é, eles são usados ​​para identificar o nível de cada aprendiz de Buda. Eles também são mencionados em diferentes escrituras e, às vezes, a explicação para eles é diferente. Em uma palavra, ao aprender Buda, eles ainda estão em níveis diferentes de autoconservação.
Além disso, eles ainda não foram capazes de se libertar do sofrimento, muito menos de ter a capacidade de salvar outros para libertar-se do sofrimento. Por quê? Na virtude, sabedoria e bem-aventurança, o que eles fizeram e o que ganharam não é suficiente. É por isso que eles estão se poupando em esforço, mas não em outros. Também existe a diferença de grau. O grau de Srotāpanna é menor que Sakridāgāmi. E o grau de Sakridāgāmi é menor que Anāgāmi. Mesmo que isso, em virtude, sabedoria e bem-aventurança, eles sejam melhores do que a pessoa que obedece aos cinco preceitos.
Arhat e Pratyeka-buddha foram libertados do sofrimento. Isso também significa que eles conseguiram mais em virtude, sabedoria e felicidade. Mas por que dar a cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha? Se alguém quiser atingir o grau de Arhat, eles ainda terão que depender da força da sabedoria e da força de compaixão de Buda; além disso, eles têm que colocar o Dao em prática e então provar o fruto de Dao. Significa que ser Arhat ainda precisa ouvir a lei de Buda e ser ensinado por Buda. Arhat também tem a capacidade de falar da lei de Buda.
Mas aqueles que alcançam o grau de Pratyeka-buddha dependem de si para serem iluminados. Isso significa que eles alcançaram a iluminação da igualdade-sabedoria e a natureza do Buda. Eles também estão em estado de não praticar e não provar. Sendo Pratyeka-buddha não ouve a lei de Buda de Buda, e também não é ensinado por Buda. Eles não falam da lei de Buda. Na sabedoria e virtude, seu grau é mais do que o grau de Arhat. Assim, oferecer uma refeição para Arhat ou Pratyeka-buddha conectaria com eles, para nutrir seu corpo e ajudá-los a alcançar o estado de Buda. Isso também nos ajudaria a semear a semente da sabedoria, virtude e bem-aventurança nesta vida; e os frutos da sabedoria, virtude e bem-aventurança seriam ganhos em nossa vida presente e em nossa vida futura.
É por isso que o budista está mais disposto a oferecer qualquer coisa ao aprendiz de Buda, especialmente àquelas pessoas que são iluminadas na natureza do Buda. Mas isso não significa que o budista não ofereça nada aos pobres. No budismo, é o conceito de que aqueles que estão nos pobres são porque são mesquinhos com o dinheiro e não estão dispostos a oferecer qualquer coisa aos outros generosamente em sua vida passada. Essa é a causa do passado para fazer o resultado presente. Percebendo a igualdade, os pobres também estão tendo a natureza de Buda, no entanto, sua natureza de Buda ainda não foi iluminada. Ou seja, sua sabedoria natural ainda foi coberta, não apareceu. Se nossa sabedoria natural aparecesse, seríamos muito felizes e estaríamos cheios de riquezas. Há duas explicações para o Buda dos Três Mundos, é sobre o tempo e o espaço, o que significa que o Buda viveu no passado mundo / tempo, o Buda viveu no mundo / tempo presente e o Buda viveu no mundo futuro / O outro é destinado ao Buda Sakyamuni no mundo do meio, o Buda Amitabha no mundo ocidental e o Farmacêutico de Buda - luz de vidro no mundo oriental.
O espaço e o tempo são unificados, são um e são ilimitados. Portanto, não importa qual Buda esteja em qualquer momento ou em cada espaço, eles são um. Este conceito é difícil de ser entendido, muito menos de ser experimentado e provado por si mesmo, a menos que o conceito para a linha divisória existente e para a diferenciação de qualquer coisa tenha sido quebrado e eliminado totalmente.
Em nossa cognição, o Buda dos Três Mundos é alguém que deve ser respeitado por nós. Na experiência profunda, o Buda dos Três Mundos não está em nosso exterior, mas em nossa natureza própria. Quando respeitamos o Buda dos Três Mundos, também queremos nos respeitar. Quando oferecemos refeições ao Buda dos Três Mundos, também se destina a oferecer algo para nós mesmos. O Buda dos Três Mundos é unificado conosco. Somos Um. O que é Buda?Quando alguém se ilumina totalmente da sabedoria, liberta do sofrimento e conhece toda a verdade, enquanto isso, não tem mais medo no coração, e também pode usar seu grande poder de bondade e simpatia para salvar todos os seres sencientes, a fim de libertem-se do sofrimento na vida e na morte, chamamos essa pessoa de “Buda” para respeitá-la. Na língua chinesa, chamamos de "Fo" ou "Fu", que é transliterado da palavra chinesa, e sua língua original é do sânscrito.
Agora temos uma pergunta. O acima mencionado mencionou que o Buda dos Três Mundos é unificado conosco e nós somos um. Por que não somos Buda? Esse não é o problema do Buda dos Três Mundos, mas o nosso. É porque o nosso coração interior não está no reino de Buda. Isso também significa que ainda não alcançamos o estado de Buda.
Então, dar refeições ao Buda dos Três Mundos é mais vitória; é porque é difícil para nós oferecer refeições para eles. Se tivermos a oportunidade de oferecer refeições a eles, isso também significa ter mais chance de nos libertarmos do sofrimento e ter a chance de ganhar mais virtude, sabedoria e bem-aventurança, e ter a chance de alcançar o estado de Buda, devido à O Buda dos Três Mundos nos daria sabedoria e compaixão, nos ensinaria o budismo e como ser iluminado. É por isso que oferecer refeições ao Buda dos Três Mundos é uma vitória especial. Já é uma vitória tão especial. Por que doar milhares e milhares de milhões de refeições de Budas Três-Mundiais não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar?
Nenhuma moradia significa não se apegar ou não depender de nada. Uma pessoa que está em estado de não pensar, sem morada, sem praticar, e sem provar que nós já mencionamos e explicamos no capítulo 2 (Capítulo 2). Uma Breve Conversação sobre a Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda.
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindoO Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o princípio profundo do Buda, percebem a lei do não fazer, nada está sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora, não prenda o Tao no coração, nem colete o carma, não tenha pensamentos, não faça, não seja praticante, não seja provado, não experimente o níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. ” Se não entendermos o budismo, podemos entendê-lo erroneamente, e pensar que tal pessoa não é útil, é um perdedor. Não, absolutamente não é assim. No budismo, aqueles que poderiam estar em estado de não pensar, sem morada, sem praticar e sem provar estão atingindo a sabedoria superior, estão ganhando a maior virtude e bem-aventurança. Ou seja, sua conquista é maior e quase perto ou no topo.
Poderíamos pensar que aqueles que estão em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar são outra pessoa, porque dar refeições a eles é melhor do que dar refeições ao Buda dos Três Mundos. Se pensamos assim, está totalmente errado.
Se todas as doações mencionadas não pudessem nos fazer atingir o estado de Buda, essa doação não é quase um significado para nós. Algumas pessoas imprudentes que oferecem refeições aos outros querem apenas obter mais riqueza. Se temos esse pensamento, o reino do nosso coração é muito limitado e muito pequeno. Então, toda a doação mencionada acima é para nos ajudar a alcançar o estado de Buda. Isto é, é o significado muito importante para nós. Se entendermos profundamente o budismo, poderemos descobrir que tudo o que ele mencionou não é outra pessoa, mas nós mesmos. O que o mencionado no budismo parece outra pessoa. Mas, na verdade, isso significa nós.
Aqueles que estão no estado mencionado são mais elevados em virtude, sabedoria e bem-aventurança. Eles estão quase no estado de Buda. Contudo, tal pessoa é muito rara no mundo. Se pudéssemos ter a chance de oferecer uma refeição para eles, é a vitória mais especial. Por quê? É porque tal pessoa alcançou o estado de um, para unificar-se com o Buda dos Três Mundos.
Enquanto isso, isso também significa que se pudéssemos ter uma chance de oferecer uma refeição para eles, poderíamos ter a chance de estar em tal estado, conectando-nos e aprendendo com eles. Além disso, finalmente poderíamos ser também aquele em tal estado. Tornar-se atingido pelo estado de Buda é muito nobre e vale a pena ser respeitado pelo ser todo senciente; É por isso que oferecer refeições a essa pessoa é a vitória mais especial. Em uma palavra, oferecer refeições para os outros é oferecer refeições para nós mesmos. Proporcionar algo aos outros é nos apoiarmos. Este é o princípio da igualdade no budismo. O que a conquista, a virtude, a sabedoria e a felicidade que eles alcançaram nos ajudaria a ser o mesmo com eles. Inglês: (Chapter 11) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.05.12 05:21 AntonioMachado [2014] Olivier Borraz - O surgimento das questões de risco

Artigo: http://www.scielo.bpdf/soc/v16n35/a05v16n35.pdf
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2019.03.09 17:25 O-Pensador Por que imposto é roubo?

Talvez a frase de efeito mais famosa dentre os libertários é: “Imposto é roubo.” Apesar de ser uma verdade, que implica, em particular, a ilegitimidade do estado — visto que roubo é um crime, independentemente se praticado por cidadãos ou se por governos —, o fato é que vejo poucas pessoas que sabem dar uma justificativa correta a essa afirmação. Isto se deve em parte à fácil intuição gerada por ela, pois qualquer um sabe que, se uma pessoa não pagar impostos e resistir às intimidações do estado, ela será sequestrada pelo governo, como ocorreu com o famoso ativista anti-imposto Irvin Schiff, que em 2015 faleceu na cadeia por defender a ilegalidade do imposto de renda nos EUA [1]. Porém, essa constatação da ameaça implícita por trás dos impostos não é suficiente para determinar que o imposto é de fato um crime, embora seja obviamente uma condição necessária. Sendo mais preciso, poderíamos ter duas, e apenas duas, situações onde o imposto poderia ser visto como como algo legítimo, caso fosse: 1) um pagamento previsto em um contrato implícito, chamado “contrato social”, onde, no passado, as pessoas, legitimamente possuidoras de suas propriedades, abriram mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social; e/ou 2) uma taxa forçada feita pelo estado a fim de pagar suas despesas de manutenção, caso análogo a um condomínio, onde a posse territorial do estado seria legítima. Esses dois casos resumem todos os principais argumentos pró-imposto dos estatistas, de modo que para demonstrar que o imposto está fora da lei, é suficiente refutar ambos os casos, mostrando que o contrato social, caso exista como contrato implícito, não pode ser legalmente executável e que o território do estado não é legitimamente apropriado. Daí seguirá nossa famosa tese que imposto é de fato um assalto a mão armada.
Antes, porém, é importante ressaltar que questões sobre o estado ser necessário (e não é) para prover bens públicos [2] ou de seu surgimento ser ou não inevitável [3] dentro de uma sociedade livre são irrelevantes para determinarmos a justiça do imposto, pois estão em diferentes categorias epistemológicas: “imposto é roubo” é uma afirmação dentro do âmbito da Ética, das questões prescritivas, i.e., que tratam do dever, enquanto que as demais questões relativas ao estado são meramente descritivas. E como David Hume observou, [4] um dever nunca deve seguir de um ser, i.e., é epistemologicamente equivocado derivar verbos no imperativo de outros no indicativo – no nosso caso, derivar “você deve pagar impostos” de “o estado é necessário para manter a ordem” ou “o estado é inevitável”. Nesse artigo, vamos nos focar nas disciplinas da Ética e do Direito.
O Contrato Social é Uma Ficção Supérflua
Geralmente argumenta-se que o estado, tendo ou não posses legítimas, pode cobrar impostos, pois existe algum tipo de consenso implícito em torno desse arranjo social — a legitimidade se origina então da anuência dos cidadãos. A esse corpo de ideias que postulam um contratualismo implícito em sociedade feito para manter a ordem e instaurando, para isso, um regime político específico, se dá o nome geral de teorias do Contrato Social.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que o Contrato Social jamais pode ser um contrato executável por lei, ou seja, um acordo cuja quebra pode resultar em retaliação legal. Primeiro porque — como os próprios teóricos contratualistas assumem — ele é implícito, não tendo uma expressão objetiva de consentimento. E, de fato, é deveras óbvio para qualquer um que ninguém foi consultado sobre a aderência ao arranjo político democrático que vivemos hoje. Nunca os estados modernos fizeram consultas entre as populações dominadas para que questionassem suas legitimidades e perguntassem sobre a possibilidade de elas gerirem suas propriedades por si mesmas, sem o estado como decisor último de instâncias. O ônus da prova desse consentimento recai todo sobre os contratualistas, que até agora não forneceram nenhuma evidência nesse sentido. E sequer poderiam. É um fato histórico que em geral os estados modernos surgiram não de um acordo voluntário em sociedade a fim de criar uma administração com a função de centralizar o poder público, mas sim pela conquista militar e ameaça de força física. Isto deveria ser deveras óbvio, pois é completamente irrealista que, dentro de um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos, alguém proponha, como solução a este problema, que ele próprio se torne o arbitrador supremo e monopolista de todos os casos de conflitos, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. Seria uma proposta no mínimo risível, por maior que seja a reputação que esse membro destacado tivesse.
Em segundo lugar, mesmo que tenha havido consenso no passado — e não temos registro algum disso, mas ao contrário, como veremos abaixo —, o Contrato Social é uma relação de subordinação individual e portanto precisa ter uma cláusula de rescisão, haja vista que a vontade humana é inalienável. Sob a ausência de tal cláusula, ele se torna um acordo tão absurdo como um contrato de “escravidão voluntária”, não tendo sentido legal algum. Com efeito, um consentimento sem rescisão prevista em contrato é uma mera promessa, de modo que a iniciação de força para fazer cumprir tal contrato tem o mesmo efeito legal de agredir pessoas em virtude de discursos. Vejamos o caso clássico de “contratos de escravidão” em mais detalhes. Suponhamos então que A promete (ou realiza contratos, ou concorda; a terminologia não é importante) em ser escravo de B, sendo assim uma tentativa de consentir agora para forçar ações no futuro. Se A depois muda de ideia e tenta fugir, pode B usar força contra A? Esta é a pergunta crucial. Se a resposta for sim, isso significa que A não tem o direito de se opor e alienou eficazmente os seus direitos. No entanto, isso não poderia acontecer simplesmente porque não há nenhuma razão para que A não possa retirar o seu consentimento. Assim, não é inconsistente para A, mais tarde, se opor ao uso de força. Tudo o que A fez anteriormente foi proferir palavras para B, tais como, “eu concordo em ser seu escravo.” Mas isso não agride B em qualquer sentido subjetivo tanto quanto não há agressão ao proferir o seguinte insulto: “Você é feio”. As palavras por si só não podem agredir, isso é – inclusive – uma das razões as quais justificam o direito à liberdade de expressão. Em poucas palavras, um proprietário de escravos deveria ter o direito de usar a força contra o escravo para que a escravidão seja mantida e que os direitos sejam dessa forma alienados, entretanto o escravo não teria previamente iniciado força contra o proprietário de escravos. Logo, o proprietário de escravos não tem o direito de usar a força contra o escravo e, assim, nenhum direito de fato foi alienado. O mesmo vale para o contrato social, que pode ser pensado como um caso particular do aqui exposto.
Em terceiro e último lugar, se existiu um contrato social para legitimar a espoliação moderna do estado, então ele certamente diz respeito às gerações passadas e não às nossas. E da mesma forma que crimes não podem passar de pais para filhos, visto que a pena é sempre individual, promessas de cumprimento contratual também não. Assim, um consentimento — implícito ou não — no passado não pode ser herdado hoje pelas gerações que não participaram direta ou indiretamente desse processo.
Tendo derrubado as teorias do Contrato Social sob o prisma jurídico, resta dele apenas mera formalidade, um conceito abstrato para ilustrar uma suposta necessidade do estado. Este foi o caso de Thomas Hobbes, que sustentou que, em estado natural, as pessoas iriam reivindicar cada vez mais direitos, ao invés de menos, levando a conflitos incessantes e cada vez maiores. Urge então a necessidade de um arbitrador soberano, acima e exterior à sociedade civil. A ideia jurídica por trás disso é clara: acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes. O estado não pode portanto seguir daí, pois quem iria tornar esse mesmo acordo vinculante, se não há árbitros fora do estado? De duas, uma: ou será necessária a instauração de outro estado (caindo em regressão infinita) ou o próprio estado hobbesiano está, por si só, em estado de anarquia dentro de si mesmo. Na prática, nos encontramos no segundo caso, onde o estado não está vinculado a nenhum fiscal externo. Não há contratos fora do estado de modo que todos os conflitos envolvendo-o (seja dele com cidadãos privados, seja entre ele e seus parasitas) será sempre resolvido dentro de seus próprios mecanismos jurídicos, com suas próprias autoimpostas regras, i.e, com as restrições que ele mesmo, e apenas ele, se impõe a si. Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, da mesma forma que a sociedade em “estado natural”. Só que pior: dado que o homem é como ele é, e dado que o estado é formado por homens, ele tem uma tendência natural a mediar seus conflitos em seu próprio benefício, em detrimento dos cidadãos privados. O totalitarismo é seu destino inevitável.
Outro teórico do Contrato Social foi John Locke, que assim como Hobbes inicia sua teoria focando num estado de natureza [5], que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke vê a relação da sociedade com o Contrato Social não como uma subordinação, mas sim como um consentimento. E uma vez que o consentimento é dado, o governo, segundo Locke, tem o dever de retribui-lo garantindo a liberdade individual de duas formas básicas: fazendo valer o direito à propriedade para o homem conseguir seu sustento e sua busca à felicidade; e assegurando a estabilidade jurídica para que os homens possam resolver seus conflitos e assim assegurar a paz.
Um importante ponto do contratualismo lockeano é que a delegação de poder ao governante não retira dos indivíduos o direito de removê-la se eles julgarem que o governante traiu a confiança nele depositada:
“Pois todo poder concedido em confiança para se alcançar um determinado fim, estando limitado por este mesmo fim, sempre que este fim é manifestamente negligenciado, ou contrariado, a confiança deve necessariamente ser confiscada (forfeited) e o poder devolvido às mãos daqueles que o concederam, que podem depositá-lo de novo onde quer que julguem ser melhor para sua garantia e segurança.” [6]
Assim, o governante que quebra a confiança nele depositada está, segundo Locke, em estado de guerra com a sociedade, pois agiu de modo contrário ao direito, do mesmo modo que o indivíduo que viola a lei natural.
Apesar do significativo avanço do contratualismo lockeano frente ao de Hobbes no que diz respeito às liberdades individuais, dada sua ênfase na manutenção do direito natural à propriedade [7] e no consenso dos cidadãos, ele peca em ser demasiadamente ingênuo do ponto de vista político. O ponto de Locke a favor de um governo “voluntário” que tem legitimidade enquanto cumprir suas funções delegadas pela sociedade civil pode parecer razoável à primeira vista, mas, afinal, o estado é uma instituição de natureza definitiva, e as ações esperadas disso são determinadas pela sua natureza e não pelos nossos desejos e fantasias. Então, a verdadeira questão é se é realista esperar este tipo de operação automática e imparcial de um monopólio centralizado. E de fato, não é. O poder corrompe, porque atrai o corruptível. E o sistema de incentivos de um monopólio estatal é verdadeiramente perverso. A história está aí para mostrar que, como tendência geral, a liberdade humana é cada vez mais sufocada pela ameaça estatista e pouco ou nada pode-se fazer para deter isso dentro do âmbito político [8].
A experiência histórica da Revolução Americana foi profundamente influenciada por John Locke e ilustra muito bem o caráter utópico das ideias lockeanas de governo limitado e consensual. A famosa frase “Governos são instituídos entre os Homens, derivando seus justos Poderes do Consentimento dos Governados” foi proferida quando os revolucionários norte-americanos justificaram sua secessão do Império Britânico, dando um marco inicial à primeira república fundada por um ideário genuinamente liberal. A constituição americana foi redigida no propósito de limitar as funções do governo para os propósitos lockeanos e assim, em tese, proibia cabalmente o exercício de políticas esquerdistas (bem-estar social) e direitistas (belicismo). E é claro também que o significado geral da constituição não dá margens para dúvidas: o princípio dominante de que tudo que o Governo Federal não está autorizado a fazer está proibido de fazer. A décima emenda, por exemplo, proíbe o Governo Federal de exercer quaisquer poderes não especificamente atribuídos a ele pela constituição. Isso por si só invalidaria o estado de bem-estar social e, de fato, praticamente toda a legislação progressista. Mas quem se importa? Até mesmo o famoso jurista constitucional Robert Bork considerou a Décima Emenda politicamente inexequível.
A constituição americana já pode ser considerada morta desde a Guerra Civil, quando o direito de secessão foi negado aos estados do Sul. Ora, mas isso não era constitucional? Os estados federados não poderiam retirar-se da União? Lincoln, através dos resultados estabelecidos após a Guerra Civil, declarou que a União era “indissolúvel”, a menos que todos os estados federados concordassem em dissolvê-la. É sempre o próprio estado que irá decidir, pela força, o que a constituição “significa” firmemente decidindo a seu próprio favor e aumentando seu próprio poder em prol dos caprichos pessoais da casta política. Isto é verdade a priori, e a história americana apenas ilustrou isso. Assim, as pessoas são obrigadas a obedecer ao governo, mesmo quando os governantes traem seu juramento perante Deus de defender a constituição.
Daí em diante, as portas para o socialismo estavam escancaradas e o New Deal de Roosevelt foi a prova final desse fato. A América olhou calada a mais uma grave usurpação de poder, dessa vez de viés esquerdista, um claro golpe inconstitucional. Roosevelt e seus asseclas da Suprema Corte interpretaram a Cláusula do Comércio de forma tão abrangente de modo a autorizar praticamente qualquer reivindicação federal, e a Décima Emenda de forma tão restrita de forma a privá-la de qualquer força para frear tais reivindicações. Hoje, essas heresias são tão firmemente arraigadas que o Congresso raramente ainda se pergunta se uma proposta de lei é autorizada ou proibida pela constituição.
O estado não possui legitimamente propriedades
Ainda que não haja nenhum consenso em torno da estrutura política em que vivemos, o imposto para sustentá-la ainda poderia ser justificado caso o estado fosse considerado uma espécie de condomínio. Esse seria o caso se, e somente se, ele possuísse posses legítimas, pois daí seu território configuraria propriedade e o indivíduo que não estiver satisfeito com o retorno do imposto e se rejeitar a pagá-lo teria apenas a opção de deixar o “país” — do contrário, o uso de força por parte dos agentes do estado estaria justificada. Essa geralmente é a visão das ditaduras e dos regimes nacionalistas totalitários, onde o chavão “ame seu país, ou deixe-o” é muito comum e aparece em diversas versões nas propagandas governistas.
Veremos contudo que esse não é o caso e que a história do surgimento dos estados e de suas evoluções territoriais está profundamente marcada por guerras e injustiças nas delimitações de seus títulos de “propriedade”.
Dado que estamos analisando a justiça dos atos do próprio estado, precisamos de uma teoria legal consistente e independente do mesmo. Mais especificamente, precisamos de uma norma universal e atemporal acerca da justiça de delimitação de títulos de propriedade que nos forneça um critério preciso e objetivo de quando determinada posse é justa, i.e., quando ela configura a propriedade, entendida aqui como o direito legal de controle exclusivo de um bem escasso.
Comecemos então do início, respondendo à mais básica das perguntas do Direito: para que precisamos de leis? A chave para resolvê-la reside no conceito de escassez, que é o caracteriza nossa realidade econômica na Terra. Com efeito, se considerarmos um mundo de completa abundância, onde todos os recursos teriam replicabilidade infinita, sem danos às cópias originais, então nenhuma lei de delimitação de propriedades seria necessária e tampouco a ideia de “roubo” faria sentido. É apenas em virtude da finitude dos recursos disponíveis para o homem agir que necessitamos de uma regra universal para especificar quem tem o direito de controlar o quê. Na própria ação humana, o conceito de escassez já está subentendido, pois ao agir, o homem está fazendo escolhas específicas de como usar seu próprio corpo (também um recurso escasso) e os bens que o circundam. E escolher, i.e., preferir um estado de coisas a outro, implica que nem tudo, nem todos os prazeres ou satisfações possíveis podem ser obtidos de uma só vez e ao mesmo tempo. Ocorre na verdade o exato oposto: a ação humana implica que algo considerado menos valioso tem de ser declinado de forma a que se possa ater-se a qualquer outra coisa considerada mais valiosa. Assim, escolher também implica sempre a avaliação de custos: adiar possíveis prazeres porque os meios necessários para consegui-los são escassos e são ligados a algum uso alternativo que promete retornos mais valiosos que as oportunidades preteridas.
Assim sendo, a escassez combinada com o convívio do homem em sociedade produz conflitos que dizem respeito ao controle de um mesmo bem (i.e., um mesmo meio) para atingir fins distintos. Enquanto mais de uma pessoa existir, as amplitudes de suas ações se interceptarem, e enquanto não existir nenhuma harmonia e sincronização de interesses pré-estabelecidos entre essas pessoas, os conflitos sobre o uso do próprio corpo delas e dos recursos escassos em geral serão inevitáveis. É para resolver tais conflitos que as leis se fazem necessárias.
Uma vez que uma regra universal acerca do uso e controle de recursos escassos tenha sido estabelecida, e todos passarem a segui-la, então naturalmente os conflitos cessarão, pois as distinções entre o que é meu e seu estarão definidas por via dessa regra. As próximas perguntas que se seguem, que são inevitáveis nesse ponto, são: existe uma tal regra? E se existe, ela é única? Ou será que existe uma infinidade delas, sendo nossa escolha essencialmente arbitrária? A resposta é que existe apenas uma e sua escolha é uma necessidade lógica, dados os propósitos da lei. Pode-se concluir isto usando a exigência da universalidade e analisando a importante distinção entre posse e propriedade. A intuição aqui é bastante simples, pois se uma pessoa invade minha casa e toma meu carro, ela terá a posse dele, mas a propriedade do carro continua sendo minha, desde que, é claro, eu não tenha tomado esse carro de ninguém. Passemos a ser mais precisos.
Queremos determinar a justiça sobre a posse de um determinado bem X. [9] Vamos também exigir que o bem X seja de fato escasso, pois do contrário a própria noção legal de posse passa a não fazer sentido, já que bens não escassos, como as ideias por exemplo, podem estar em posse de uma infinidade de pessoas sem danos ou alterações ao bem original. Assim sendo, o bem X só pode ser controlado simultaneamente por um número limitado de pessoas. Suponhamos que ele esteja sobre a posse de um grupo de pessoas, que denotaremos por A e que outro grupo, digamos, B, reivindique essa posse. Quem tem direito ao controle exclusivo de X? Uma hipótese já pode ser descartada de antemão, a saber, se B reivindica X apenas por declaração verbal sem nunca ter tido um elo objetivo com X, pois se pudéssemos ter propriedades apenas por decretos, então jamais iríamos resolver conflitos, mas sim perpetuá-los, sistematizando-os legalmente no convívio em sociedade. Uma norma de delimitação por decreto verbal não atende ao propósito último da lei que é o de eliminar os conflitos.
Suponhamos então que a reivindicação de B se dá argumentando que, ao contrário de um mero decreto, ele teve um elo objetivo com X, assim como A o tem. O que deve ser feito a fim de determinar a propriedade de X? Novamente, precisamos nos ater à questão dos conflitos e distinguir quem é que teve o primeiro uso do bem X. Uma norma que visa resolver conflitos não pode ser consistente com as éticas retardatárias, dando privilégios de uso a quem tomou posse dos bens depois do usuário original. Com efeito, qualquer regra que fizesse com os que vieram depois, ou seja, aqueles que de fato não fizeram algo com os bens escassos, tivessem tanto ou mais direito quanto os que chegaram por primeiro, isto é, aqueles que fizeram algo com os bens escassos, então literalmente ninguém teria a permissão de fazer nada com nada, já que teriam de esperar pelo consentimento de todos os que ainda estivessem por vir antes de fazer o que quisessem. Se B fez uso posterior a A do bem X, sem o consentimento de A, então ele não pode ser proprietário de X, uma vez que uma tal regra, se universalizada, impossibilitaria o uso de X, também instaurando o conflito em sociedade. Em outras palavras, B, neste caso, seria classificado como um ladrão.
Resta-nos a última possibilidade de B ter feito o uso de X antes de A. Se assim for, então os papéis se invertem e A passa a ser um possuidor ilegítimo de X. Isto contudo não é suficiente para declararmos que B tem uma justa reivindicação a X, mas apenas que a reivindicação de B é mais justa que A. Pode ocorrer que outro indivíduo, ou grupo de pessoas, digamos, C, reivindique o bem X de B, mostrando, assim como B fez com A, que teve um elo objetivo mais antigo que o de B. Neste caso, C teria uma reivindicação melhor, mas que por si só não garante uma posse justa, pois com efeito, pode ainda surgir outro grupo D comprovando uma apropriação anterior a de C, e assim por diante. Obviamente, esse raciocínio para em um, e apenas um, dos dois seguintes momentos: 1) quando ninguém mais além do possuidor reivindica o bem X; ou 2) quando o bem X foi apropriado originalmente, i.e., retirado de seu estado natural. Em ambos os casos obtemos uma situação isenta de conflitos. E considerando, por abuso de linguagem, um bem abandonado, cujos possuidores anteriores não mais reivindicam sua propriedade, como um bem em “estado natural”, podemos — sem perda de generalidade para fins legais — unificar as análises dos casos 1) e 2) em uma só. Assim sendo, vemos da discussão acima que a posse de um bem escasso X só pode ocorrer isenta de conflitos se ela remonta a uma apropriação original, ou seja, no caso em que ela foi obtida por trocas contratuais voluntárias que formam uma cadeia que tem início em um possessor que retirou o bem o X de seu estado natural para o uso. E dado que a lei visa resolver conflitos, esta é a única posse do bem X legalmente justificável.
Obtemos então a famosa lei da apropriação natural, ou homesteading, que pode ser enunciada afirmando-se que todo homem tem o direito à posse exclusiva de qualquer bem escasso que ele remova do estado que a natureza tem proporcionado e deixado, fazendo para isso uso intencional de seu trabalho. Em poucas palavras, o homesteading diz que a primeira posse determinada a propriedade, i.e., o direito de excluir a posse terceiros ao bem apropriado. Nas palavras do filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe:
“Para evitar conflitos desde o início, é necessário que a propriedade privada seja fundada a partir de atos de apropriação original. A propriedade deve ser estabelecida por meio de atos (em vez de meras palavras, decretos ou declarações), porque somente através da ação, que ocorre no tempo e espaço, um elo objetivo (verificável intersubjetivamente) pode ser estabelecido entre uma pessoa específica e uma coisa específica. E somente o primeiro apropriador de uma coisa anteriormente não-apropriada pode adquirir essa coisa e sua propriedade sem conflito, dado que, por definição, como primeiro apropriador, ele não pode ter incorrido em conflito com alguém ao se apropriar do bem em questão, uma vez que todos os outros apareceram em cena apenas posteriormente.”
Estamos agora em posição de determinar a justiça (ou a ausência dela) das posses estatais. São elas legitímas? A resposta é um claro e sonoro “não” e já foi analisada por diversos antropólogos e sociólogos. Exemplos de origens violentas de estados abundam na história antiga. O antropólogo alemão Franz Oppenheimer resumiu o que chamamos de origem exógena do estado pela típica história de um clã de famílias que, pressionado pela escassez de bens e pela queda no padrão de vida, resultante da superpopulação absoluta, resolveu por uma opção pacífica: não guerrear com outras tribos vizinhas e passar a produzir controlando a terra. E graças ao processo de produzir bens – ao invés de simplesmente consumi-los – eles passaram a poupar e estocar bens para o consumo posterior. Contudo, sendo que a natureza do homem é como ela é, outras tribos bárbaras passaram a cobiçar os bens acumulados desse clã e iniciou-se aí uma temporada de ataques violentos: mortes, sequestros e grandes assaltos. O clã voltou à condição inicial de pobreza e com menos capital humano demorou a se restabelecer para conseguir produzir excedentes novamente. Os bárbaros saqueadores se deram conta de que seus roubos seriam mais longos, seguros e confortáveis se eles permitissem que o clã continuasse produzindo mas com a condição de que agora os conquistadores se tornariam governantes, exigindo um tributo periódico sobre o uso dos bens de capital e monopolizando a terra para o controle de migrações. E é por esse processo de conquista e dominação que Oppenheimer definiu seu conceito sociológico de estado:
“O que é, então, o estado como conceito sociológico? O estado, na sua verdadeira gênese, é uma instituição social forçada por um grupo de homens vitoriosos sobre um grupo vencido, com o propósito singular de domínio do grupo vencido pelo grupo de homens que os venceram, assegurando-se contra a revolta interna e de ataques externos. Teleologicamente, este domínio não possuía qualquer outro propósito senão o da exploração econômica dos vencidos pelos vencedores.” [10]
Alguns exemplos bastante ilustrativos disso foram dados pelos arqueólogos Charles Stanish e Abigail Levine da universidade de Chicago. Em artigo publicado em 2011 pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os autores descreveram processos de dominação sucessivas de algumas aldeias que precederam o Império Inca na América do Sul. Os primeiros sinais de guerra remontam a pelo menos a 500 a.C. e, com o aumento populacional, os conflitos foram se intensificando. Já no primeiro ano d.C. a aldeia de Taraco foi invadida, provavelmente por forças de Pukara, outro centro regional da área. Pukara, por sua vez, teve seu status como estado primitivo até cerca de 500 d.C., quando foi absorvido pela Tiwanaku, o estado principal do outro lado da bacia do Lago Titicaca.
Um processo muito similar de um estado inicial surgindo de decorrentes chiefdoms beligerantes foi identificado no vale de Oaxaca do México por um estudo de Kent V. Flannery e Joyce Marcus, dois arqueólogos da Universidade de Michigan, também publicado no PNAS. Por 4.500 anos atrás, havia cerca de 80 aldeias do vale. Com o aumento populacional, um período de guerra intensa se instaurou a partir de 2.450 a 2.000 anos atrás, que culminou com a vitória de uma cidade sobre todas as demais no vale e finalmente com a formação do estado Zapotec.
Dr. Stanish acredita que a guerra era a parteira dos primeiros estados que surgiram em muitas regiões do mundo, incluindo a Mesopotâmia e a China, bem como as Américas. Os primeiros estados, em sua opinião, não foram impulsionados por forças além do controle humano, como clima e geografia, como alguns historiadores têm suposto. Em vez disso, eles foram moldados pela escolha humana como pessoas procuraram novas formas de dominação e novas instituições para as sociedades mais complexas que estavam se desenvolvendo. O comércio era uma dessas instituições de cooperação para a consolidação de grupos mais organizados. Depois veio a guerra que serviu como força de conquista para a formação de grupos maiores, que vieram a ser os protoestados.
Apesar de ser o caso mais frequente, nem só de guerra os estados adquiriram a forma que têm hoje. Com o crescimento de seus territórios, novas formas mais complexas de anexação de territórios foram surgindo. Ao longo da história moderna, abundam exemplos de pactos feitos pelos estados europeus para aquisição de territórios por decreto verbal. Um famoso exemplo é o Tratado de Tordesilhas assinado entre Portugal e Espanha para declarar divisão de posse de terras ainda não exploradas ao longo da América Sul e assim resolver os conflitos de terras após a descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Mais precisamente, o Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 1.770 km a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Outro exemplo de conquista territorial por decreto é o Tratado da Antártida, um documento assinado em 1 de dezembro de 1959 pelos países que reclamavam a posse de partes continentais da Antártida. Embora sem definir partes da Antártida como território dos países signatários, mas sim como “patrimônio de toda a Humanidade” — um termo que nada significa —, o fato é que o continente foi repartido para posses — ainda que parciais e temporárias [11] — desses países perante uma clara ausência de elo objetivo. Exemplos recentes no Oriente Médio, por exemplo, Israel, também ilustram aquisição territorial por parte de decretos.
No geral, a história territorial dos estados está majoritariamente marcada por aquisições fora da lei. Isto já basta para decretarmos os territórios que eles reivindicam como ilegítimos e os próprios estados como foras da lei. De fato, a apropriação por decreto tem o efeito de privar os indivíduos de se apropriar de terras virgens, o que obviamente configura um crime, visto que a apropriação original é um direito natural. Quem tem o costume de viajar por vias rodoviárias entre cidades ou até estados já deve ter notado a enorme quantidade de terra não trabalhada e não ocupada que está na posse de governos, conhecidas por terras devolutas.
No Brasil há também o famoso exemplo da Amazônia, uma valiosa terra de ninguém que o governo brasileiro reivindica para si de forma completamente arbitrária. Já a apropriação por conquista militar é um roubo, um assalto a mão armada em escala geográfica, sendo obviamente também uma ilegitimidade.
O fato é que a imensa maioria do território sob controle dos estados foi na verdade apropriado originalmente pelos seus súditos, que hoje, além de terem apenas um controle parcial da propriedade sobre seus nomes, ainda estão sob constante ameaça armada do estado para darem a ele significativas parcelas dos frutos de seus rendimentos (imposto). E ainda que asseclas do estado tenham também se apropriado por trabalho de terras a mando dos governantes, isso não dá ao estado a propriedade delas pois, como visto acima, o estado está em débito jurídico com seus súditos. Ao contrário do que ocorre hoje, é o estado quem deve ter o uso de suas posses conquistadas legitimamente restringido e aos seus súditos deve ser dado o pleno direito de usufruto de todas propriedades sob seus nomes, até que alguém mostre juridicamente que elas não são legítimas. Vale sempre a máxima do Direito que diz que o ônus da prova é sempre de quem afirma. Em outras palavras, todos os cidadãos pacíficos devem ter o direito inalienável à auto-determinação e portanto à secessão individual, desvinculando todas suas propriedades dos monopólios jurídicos estatais. Em particular, ninguém deve ser obrigado a pagar qualquer tipo de taxa não contratual ao estado e imposto é roubo.
Notas
[1] Visto que originalmente, a constituição americana não concedia ao governo federal o poder de cobrar imposto de renda, ainda hoje há um amplo debate nos EUA sobre a legitimidade da coleta do Imposto de Renda. Foi apenas com a 16ª emenda que esse poder foi concedido ao estado americano, mas tal emenda nunca foi adequadamente ratificada. Segundo o economista Peter Schiff, filho de Irwin, no seu artigo em protesto pela morte de seu pai encarcerado:
“meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um “manifestante tributário”. Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva. Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado. Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.”
Por sua cruzada anti-imposto de renda, Irwin Schiff faleceu na condição de prisioneiro político americano no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado.
[2] Para mais detalhes sobre isso, veja meu artigo “Da Natureza do Estado à Cooperação Pacífica Por Segurança e Ordem”. Lá são fornecidos exemplos de arranjos privados de ordem e justiça na história, além de uma análise econômica de sistemas de produção privada de segurança.
[3] Para argumentos no sentido oposto, ou seja, da possibilidade de uma sociedade sem estado poder prosperar e se defender do surgimento de máfias governantes, veja esse texto de Robert Murphy.
[4] Na parte I do livro III da sua obra Tratado da Natureza Humana, Hume escreveu:
“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos, quando, de repente, surpreendo-me ao ver que, em vez das cópulas proposicionais usuais, como é e não é, não encontro uma só proposição que não esteja conectada a outra por um deve ou não deve. Essa mudança é imperceptível, porém da maior importância. Pois como esse deve ou não deve expressa uma nova relação ou afirmação, esta precisaria ser notada e explicada; ao mesmo tempo, seria preciso que se desse uma razão para algo que parece totalmente inconcebível, ou seja, como essa nova relação pode ser deduzida de outras inteiramente diferentes.”
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. Tradução de Débora Danowiski. Livro III, Parte I, Seção II. São Paulo, Editora UNESP, 2000, p. 509
[5] Há contudo algumas diferenças importantes na teoria de ambos do estado de natureza. Nesse sentido, Locke se opõe a Hobbes e Filmer, que julgavam que o estado de natureza é a-social e pré-moral, pois nele os homens não estariam submetidos a lei alguma. Para Locke, não apenas a sociabilidade é natural aos homens (não há, segundo ele, existência humana que não seja social) mas também existe uma lei que limita as ações no estado de natureza e cada indivíduo exerce um poder de julgá-la e executá-la com respeito aos demais.
[6] LOCKE, John. 1993a [1690]. Two Treatises of Government. Ed. Peter Laslett. Cambridge: Cambridge Univ. Press. Trad. de Júlio Fisher: Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes, 1998. xiii.149; trad. modificada.
[7] Note contudo a flagrante contradição lógica nisto: um monopólio forçado da segurança e da justiça jamais poderá garantir a propriedade privada, pois, barrando a entrada de concorrentes, ele vai arbitrar unilateralmente e sem restrições o preço de seus serviços que terão que ser obrigatoriamente pagos. Isso significa que ele, por definição mesmo, já inicia todo o processo roubando os cidadãos. Assim, um protetor monopolista é sempre um expropriador, uma contradição em termos. Nas palavras de Walter Block, em “National Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs”:
“Argumentar que um governo cobrador de impostos pode legitimamente proteger seus cidadãos contra agressão é cair em contradição, uma vez que tal entidade inicia todo o processo fazendo exatamente o oposto de proteger aqueles sob seu controle.”
[8] No artigo “Por que devemos rejeitar a política” eu discuto o fracasso e a imoralidade da política partidária e dos meios políticos em geral.
[9] Para uma outra abordagem para a justificação do homesteading, utilizando o conceito de Ética da Argumentação, veja o meu artigo “A ética argumentativa hoppeana”.
[10] Franz Oppenheimer, The State (New York: Vanguard Press, 1926) p. 15.
[11] As posses previstas no Tratado Antártico se limitam a fins pacíficos, com ênfase na atividade científica, sendo vedada a realização de explosões nucleares e o depósito de resíduos radioativos. O Tratado determinou que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país em especial, embora todos tivessem o direito de instalar ali bases de estudos científicos. Na reunião internacional de 1991 os países signatários do Tratado resolveram prorrogá-lo até 2041.
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2018.12.26 16:59 NatanaelAntonioli Desmistificando: "Tem um som que está matando as pessoas que ouvem"

Oh boy. Esse tema foi um pedido que recebi no meu canal esses dias. Por razões que vocês logo vão entender, achei que não seria necessário fazer um vídeo sobre. Então, irei me pronunciar a respeito dele aqui. Eis o comentário:

https://preview.redd.it/ek1dmhk9ym621.png?width=692&format=png&auto=webp&s=8ba0e554263ce341d2620620aa2e6f9bbacdd3c0
Se, após lerem a matéria, vocês acharem que pode ser um bom assunto pra vídeo, ou quiserem investigar o "mistério" mais a fundo, sintam-se a vontade para expressar suas opiniões aqui.
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O link fornecido nos leva para https://www.youtube.com/watch?v=tqJoi6naVws. Então, fui assistir o vídeo.
A primeira coisa que notamos, logo no início, é que o autor informa que esse tema já é bastante conhecido e que, ao pesquisá-lo no YouTube, encontramos diversos vídeos sobre ele, de canais como Fatos Desconhecidos, Você Sabia, Ambuplay, entre outros. Alguns prints abaixo, que foram retirados do vídeo de Toddyn.
Eis, então, que encontramos a primeira estranheza: esses vídeos, citados no print acima,simplesmente não existem.

https://preview.redd.it/5krf9hwazm621.png?width=2094&format=png&auto=webp&s=d86b4501955f261e9b2eeacfa7b1825fd2e4ce5d
Vamos por partes. O primeiro vídeo, do canal Você Sabia, simplesmente não existe. Veja, por si só, em https://www.youtube.com/results?search_query=esse+som+está+matando+as+pessoas+vc+sabia. O mesmo vale para o da Fatos Desconhecidos (https://www.youtube.com/results?search_query=cuidado+com+esse+som%2C+hipnologos+alertam), para o do Treta News https://www.youtube.com/results?search_query=youtubers+desaparecem+após+boatos+do+som+que+mata+pessoas) e para o Ambuplay (https://www.youtube.com/results?search_query=não+ouva+esse+som+ou+você+irá+se+arrepender+ambu). Ainda no Ambuplay, destaque especial para a pessoa que editou aquela descrição: alguém parece não saber conjugar o verbo "ouvir". O mesmo ainda vale para o vídeo do Nando Moura (https://www.youtube.com/results?search_query=nado+moura+tire+seus+filhos+da+internet). Aqui, mais um detalhe: a pessoa que aparece no computador de Nando é Arthur Moledo Val, do canal Mamaefalei. Pesquise pelos dois canais e veja que eles não tem nenhuma relação com o assunto em questão, dando mais evidências ainda de que se trata de uma captura de tela editada.
Resta, então, a pergunta: se o assunto fosse real, pra quê mentir?
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Vamos prosseguir. Toddyn afirma, então, que pediu, em seu Twitter, para que seus inscritos enviassem o tal som. Veja abaixo:

https://preview.redd.it/qrxgh20n0n621.png?width=844&format=png&auto=webp&s=3cc71fecf10f294518f696b753f50729d1a95894
Porém, o tweet simplesmente não existe! Faça o teste, e procure em seu perfil (https://twitter.com/toddynhocp). Note, ainda, que o vídeo não mostra o tweet sendo publicado: Toddyn apenas o digita na tela e passa o cursor sobre o botão de "Tweetar".
Então, Toddyn afirma que o tweet inexistente recebeu diversas respostas, todas apontando para o mesmo link, http://www.pl-cloukin.gq. Curiosamente, não existe nenhum tweet que tenha mencionado tal link, em momento algum. Veja em https://twitter.com/search?f=tweets&q=www.pl-cloukin.gq&src=typd.

https://preview.redd.it/vm9eptkd1n621.png?width=462&format=png&auto=webp&s=bcbd264622f16ff416b17878129d044ef3b0339f
https://preview.redd.it/3yoyrndo1n621.png?width=459&format=png&auto=webp&s=ebf4bc56cfd96137e72b3e244659972246bcb961
Estranho, não?
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O Youtuber afirma que acessou o link, e encontrou uma página com um quadrado vermelho, com o link de "download" logo abaixo. Veja:

https://preview.redd.it/rbre54hx1n621.png?width=612&format=png&auto=webp&s=303573a11364a870371d9f9538e67ed9063a4c61
Curiosamente, não é isso que encontramos ao acessar o tal link. Veja por si só:

https://preview.redd.it/4lhy08u52n621.png?width=477&format=png&auto=webp&s=a3da77c53ab798d9c482c6030e9e859004981e49
Trata-se apenas uma mensagem de erro genérica. Conforma apontado pelo João Esteves, a mensagem não parece genérica. Temos duas hipóteses:
  1. Trata-se de uma mensagem de erro do próprio 000webhost.
  2. É uma mensagem colocada lá, o que é sustentado pelo ícone do 000webhost no canto inferior direito.
Ao analisar o código fonte, verificamos diversas evidências que indicam tratar-se de uma mensagem de erro do Chrome. Há uma indicação de copyright, além de um link para os sprites do jogo do dinossauro.
Porém, a mensagem em questão, "Você não pode acessar este site nesta dimensão", não é comum. Uma busca no Google (https://www.google.com/search?q="Você%20não%20pode%20acessar%20este%20site%20nesta%20dimensão") mostra que usuários não costumam encontrá-la.
Isso nos permite sustentar a hipótese 2: ela foi colocada lá. Porém, se ela foi colada lá, há uma implicação: quem a escreveu - ou seja, o administrador do site - fala português.
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Pode ser que o site tenha mudado desde que o vídeo foi gravado, em 24/12/2018. Vamos verificar se há alguma captura no Web Archive, em https://web.archive.org/web/*/http://www.pl-cloukin.gq. Mais uma vez, não temos nada armazenado sobre ele. Bastante estranho para um mistério que, segundo Toddyn, todos conheciam.

https://preview.redd.it/j6lcziyw2n621.png?width=491&format=png&auto=webp&s=e461726d13bee84a1dd731f01ca6da056353d143
Além disso, podemos realizar uma análise de whois no site em questão. Veja em https://who.is/dns/pl-cloukin.gq.

https://preview.redd.it/mgvo4r383n621.png?width=962&format=png&auto=webp&s=80bb2fed0bd0d3a17ef744142224056c925fa881
Ou seja, o domínio pertence a 000webhost, uma companhia que fornece hospedagem de site gratuita, a qual eu mesmo já utilizei algumas vezes (https://br.000webhost.com). Trata-se de um plano básico, com alguns bugs, mas que serve para hospedar algo simples.

https://preview.redd.it/9zmzlhre3n621.png?width=501&format=png&auto=webp&s=c2ed91b5c42873655d4ca633706cf76a81fab0ed
Podemos, ainda, verificar se há mais alguma evidência de que pessoas na internet tenham discutido sobre tal site e seu conteúdo. Conforme indicado em https://www.google.com/search?ei=v5wjXPiRIMSHwgTqq5TIAg&q="http%3A%2F%2Fwww.pl-cloukin.gq"&oq="http%3A%2F%2Fwww.pl-cloukin.gq"&gs_l=psy-ab.3..35i39.3270.9648..9850...0.0..0.126.240.0j2......0....1..gws-wiz.ChH5GKZYUCI, não há nenhum tipo de registro.

https://preview.redd.it/f8zr517z3n621.png?width=484&format=png&auto=webp&s=23293f22b8a4cfd16bc021fef67cbeef3c7e1600
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Apesar disso, o youtuber afirma que o download retorna um arquivo, de nome pl_cloukin.exe. Só para desencargo de consciência, faça o teste: https://www.google.com/search?ei=ypwjXPu1H4zBwASstJ2QCQ&q=pl_cloukin.exe&oq=pl_cloukin.exe&gs_l=psy-ab.3...116117.116117..116442...0.0..0.139.139.0j1......0....1j2..gws-wiz.bLwmylj0pUQ.
https://preview.redd.it/ss6cc3ha4n621.png?width=514&format=png&auto=webp&s=86895812c0875930be4fff050cbca7c50b67469b
Nas próximas cenas, o youtuber descreve o jogo que encontrou no arquivo: há um fundo roxo, e o jogador controla uma pessoa com rosto de coelho. Veja:

https://preview.redd.it/43n6vg3h4n621.png?width=640&format=png&auto=webp&s=23fa25fa0825be57f39416101bcaf21597b671ae
O jogo prossegue, e o jogador entra em uma casa, na qual uma mensagem aparece:
boquali galpo. 
O youtuber tenta descobrir do que se trata, e elimina diversas possibilidades: uma frase em latim, um anagrama, uma cifra, ou algum idioma conhecido. Ele tenta procurar por outros idiomas pouco conhecidos, mas sem sucesso.
Voltando ao jogo, mais mensagens aparecem, todas em uma tela com o rosto de um coelho, por exemplo:
https://preview.redd.it/4e6qoa9n6n621.png?width=643&format=png&auto=webp&s=5a29a6291621b805d82870570691222f6a0d42ea
As mensagens são:
labe dirjo be mur cido roeme sovi dirjo sov hormo roeme periceme xemi tomi abu cê moe moeszo mur cido jocoro koer mur rewo galpo cê raeme xemi tomi 
Após explorar mais o mapa, o youtuber encontra uma região com chão cinza. Lá, aparece outra sequência de mensagens:
opu xuce be jour leme mor budo, mur roema toegu mur rebe dawa jomeva mur guarme jomeva to uke forxo polo mur cido meri homerbu 
Em outra cena, um nova mensagem aparece:
rehorta 
Após sair do diálogo, a tela começa a piscar. Em seguida, novas frases aparecem:
mur cido budo, mur cido jute budo husa vane mur cida xomo guwerdo zono mor mur cida joco jour gore dawa mor mur cido budo mur cido xomo vone mur rebe dawa jomeva vov lonvo kar jomevu polo sov horma nipo HappyLand m [...] 
A marcação [...] indica que a mensagem continuava, mas o vídeo não a exibiu.
O autor se propõe a procurar interpretar o texto em questão, identificando substantivo, artigos, etc. Ele usa um exemplo do francês. Porém, isso não é mostrado nesse vídeo, ficando para o "próximo episódio"
Você pode pesquisar cada uma das frases que separamos acima no Google, e verificará que não há registros de discussões sobre elas.
Em linhas gerais, podemos concluir que o autor mentiu ao afirmar que tratava-se de um mistério bastante conhecido. Na verdade, o que descobrimos foi que tal mistério sequer existia na internet até a publicação de tal vídeo. Ou seja, ele trata-se, apenas, de uma criação de Toddyn.
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Quanto ao jogo, Toddyn não nos fornece nenhum arquivo executável para o testarmos (e, como o site que o disponibilizou não existe), não podemos analisá-lo. Me disponho para executar uma análise forense no arquivo do jogo, desde que ele me seja enviado.
Porém, resta lembramos que é extremamente simples criar um jogo no estilo exibido no vídeo. Existem diversos programas para tal, sendo o mais conhecido o RPG Maker (http://www.rpgmakerweb.com). Como são gráficos simples, tudo que seria necessário para criar o jogo seria o sprite do homem coelho (o qual, com alguma experiência, pode ser feito facilmente) e os demais tiles, da casa, das árvores e do chão (os quais podem ser feitos facilmente, mesmo sem experiência).
Falando em RPG Maker, as telas de diálogo padrão dos jogos produzidos nessa ferramente são bastante semelhantes às do jogo em questão. Veja:

https://preview.redd.it/mngwk8959n621.png?width=656&format=png&auto=webp&s=c05e1c8c95bc413fea9f4fc0b479c26f2f99ca69
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Há, ainda, mais um detalhe: o vídeo deveria narrar a respeito de um som que mata as pessoas que o ouvem. Porém, após a obtenção do jogo, nada mais é mencionado sobre o som. Afinal, que som é esse? E por que o mistério todo é conhecido por esse som, se ele sequer se mostrou presente durante a primeira parte do jogo?
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Por fim, Toddyn já é conhecido por criar enigmas desse gênero e gravar vídeos resolvendo-os. Veja em https://youtu.be/K9rwMlvjc1w.
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Assim, podemos traçar nossas conclusões:
  1. O autor mentiu ao afirmar que tal mistério já era conhecido na internet: forjou captura de vídeos e tweets.
  2. Não existem evidências de que outras pessoas, em qualquer momento, tenham discutido sobre qualquer aspecto deste mistério: título, mensagens estranhas, site, etc.
  3. A programação de um jogo do tipo é relativamente simples, e seu design se assemelha muito ao design dos jogos feitos em RPG Maker.
  4. A explicação mais razoável, sustentada pelas evidências que levantamos, é de que Toddyn não está falando a verdade nesse vídeo, mas sim representando um papel: o papel dele mesmo, ao encontrar um jogo desconhecido e procurar resolvê-lo.
  5. É muito provável que, nos próximos vídeos, Toddyn mostre como solucionar a mensagem por trás do jogo. Isso não é de se surpreender, uma vez que, ao que tudo indica, ele mesmo criou o jogo e escondeu nele algum significado, que viremos a conhecer no futuro.
  6. Esse tópico permanece aberto para quem tiver qualquer prova contrária aos meus argumentos. Ou para o Toddyn publicar o arquivo do jogo.
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Considerando que essas conclusões estão corretas, devo parabenizar o Toddyn pelo desenvolvimento do jogo e do enigma. Ele é bom o suficiente pra chamar nossa atenção, e me parece promissor. Se tudo isso é um roleplay, então não há mentirosos na história. Apenas pessoas executando um papel, o qual parecem executar com maestria.
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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
***
Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2017.09.04 00:32 M4D4R4G0D Um breve relato de um existêncialista

Primeiramente, olá. Hoje não vim aqui desabafar, e sim fazer algo um pouco diferente, quero compartilhar um pouco minha visão de mundo(estou ciente que isso possa parecer meio sem sentido e idiota, mas peço que leia primeiro, antes de me xingar), pq espero que talvez ajude alguém que esta passando por problemas na vida. Sei que a maioria aqui é solitário, afinal de contas para algum brasileiro se aventurar no Reddit e ainda vir parar em um sub-reddit de desabafos não é lá muito normal (hu3) tem "zapear" muito na internet (pelo menos eu tive kkk)... Enfim quero demonstrar que talvez podemos nos melhorar(no quesito de ser menos infeliz) se nos tornamos um pouco mais "Rick" e menos "Morty". Acho que é importante pontuar que (embora seja óbvio) eu não sou dono da verdade(infelizmente :( ). Dizendo isso podemos FINALMENTE começar: Sempre questionei-me qual significado da minha vida, se deus(es) existe, e outras perguntas que fazemos desde o início dos tempos, li muito sobre filosofia, e acabei me tornando um existencialista (não estou dizendo que isso é inevitável caso estude filosofia ou algo assim) e mesmo sendo pessimista não sou completamente infeliz e por isso quero compartilhar com vcs e ver se consigo fazer alguém um pouco menos infeliz (ou ler o texto todo kkkkkkkkkkjá está valendo). Quero começar dizendo que vc não é especial, nem relevante(em relação ao universo) de fato tão irrelevante que não consegue nem provar se de fato existe ou não, mas embora isso possa parecer desanimador a princípio, pôde acabar te liberando... Tente agradar a pessoa mais importante para vc, fazê-la feliz, entrete-la, fazê-la sorrir, pq sem ela vc não existiria, a única pessoa que vc não pode odiar VC MESMO. Vc pode me dizer que pessoa mais importante para vc é sua mãe, esposa, amigo (a), mas não! Sem vc, vc não estaria nesse estado de uma existência (quê não tenho certeza se é real, mas fazer o quê, né?), por isso faça tudo consiga para te agradar, leia bons livros, faça sexo com quem quiser(use camisinha), coma o que quiser, arrume namorado (a) ou deixe de namorar, saia para festas ou fique em casa, tudo que não quiser faça apenas se for absolutamente necessário, a vida é curta demais para desperdiçar com pessoas que não te querem bem. VIVA FDP, PQ DEPOIS DISSO NA MELHORAR DAS HIPÓTESES NÃO HÁ NADA, E NA PIOR DAS HIPÓTESES VAMOS CONHECER O deus QUE ASSISTIU A AUSHIVITZ DE CAMAROTE SEM FAZER NADA. Ps: Pode me xingar agora. Ps 2: Desculpem os erros de português. Ps 3: Perdoem minha escrita não é meu forte.
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2017.08.03 18:27 feedreddit Dois anos depois, Congresso conclui o plano das elites ao proteger Temer: terminou a sangria

Dois anos depois, Congresso conclui o plano das elites ao proteger Temer: terminou a sangria
by Glenn Greenwald via The Intercept
URL: http://ift.tt/2vlvjgu
Há pouco menos de um ano, um dos espetáculos políticos mais humilhantes que eu já vi aconteceu durante nove horas em Brasília. Na Câmara dos Deputados – casa cuja maioria dos membros estão envolvidos em investigações – um corrupto atrás do outro se postou diante das câmeras de televisão e declararam triunfalmente que sua consciência, sua religião, seu Deus, suas crianças, sua devoção a Jerusalém, a memória de suas mães, seus pastores, a pureza de suas almas, exigiam que eles punissem a corrupção retirando a Presidente eleita Dilma Rousseff de seu cargo.
Imagine a caricatura mais grosseira de um moralista em sua exuberante hipocrisia – um sacerdote que deixa a orgia semanal no prostíbulo de fé para ir diretamente à missa de domingo, ralhar contra os pecadores levantados do inferno – e você terá uma justa imagem da maioria dos que se pavoneavam ao púlpito naquele dia. O sebo que sai dos seus poros é palpável. Esses são os homens que anularam uma eleição nacional e agora governam o quinto país mais populoso do planeta.
Photo: Eraldo Peres/AP
Com um significado simbólico que não poderia ser imaginado por qualquer roteirista de cinema, aquele festival vulgar foi presidido pelo deputado Eduardo Cunha, um chefe de quadrilha do crime organizado atuando como legislador. Logo depois de ter planejado a queda de Dilma – que as elites da mídia nacional se unificaram para dizer que era baseada em uma legítima preocupação com a corrupção – Cunha foi preso, acusado de suborno, lavagem de dinheiro, intimidação de testemunhas e crime organizado. Em resumo, a classe política e os barões da mídia – a nata da corrupção – destruíram o país, efetiva e deliberadamente revertendo o resultado das urnas de 2014, insistindo que sua alta ética e o solene respeito pela lei não tolerava os artifícios econômicos banais que Dilma empregou para fazer a economia parecer mais forte do que realmente era. Não existem palavras para descrever a envergadura da fraude que foi todo aquele espetáculo.
Mas agora – precisamente ontem – eles mesmos deixaram clara a verdadeira natureza de seus atos e seu caráter. A pessoa que eles promoveram para governar o país, o Vice-Presidente Michel Temer – um tecnocrata de carreira medíocre – está se afogando em escândalos de corrupção desde que assumiu. Há dois meses foram reveladas gravações de Temer endossando pagamentos de propina, feitos pelo magnata dos frigoríficos Joesley Batista, a inúmeras testemunhas, incluindo seu colega de legenda Eduardo Cunha, para comprar seu silêncio.
Pense sobre isso: no país que fingiu estar tão moralmente ofendido pela manobra orçamentária de Dilma que precisou simplesmente derrubá-la do cargo, todos puderam escutar o Presidente empossado aprovando o pagamento de propinas para garantir o silêncio de testemunhas. As gravações foram reproduzidas na televisão.
Todos escutaram Temer, em sua própria voz, há poucas semanas, participando em crimes flagrantes. Ele foi imediatamente indiciado por Rodrigo Janot, Procurador da República, tornando-se o primeiro Presidente a ser formalmente denunciado por crimes comuns no exercício do mandato.
Um mês depois, surgiram evidencias de que Temer recebeu pessoalmente fartas propinas, com a revelação de um vídeo onde um de seus aliados mais próximos corre com uma mala cheia de dinheiro, após Temer determinar o pagamento de propinas. Como pode um país – em especial onde a elite passou um ano fingindo estar escandalizada com pequenas manobras orçamentárias – continuar sendo liderado por alguém que foi visto e ouvido recebendo propinas e silenciando testemunhas?

Em Brasília, tudo é possível. Ontem, a mesma Câmara dos Deputados que no ano passado votou pelo impeachment de Dilma, teve que decidir se suspendia Temer e o levava a julgamento por corrupção. Por um placar de 263 a 227 votos, os deputados se recusaram a fazê-lo, assegurando que Temer permaneça no poder. A votação de ontem foi presidida pelo sucessor de Cunha, o deputado Rodrigo Maia, do DEM (Democratas); Maia, é claro, está fortemente envolvido nas investigações sobre a corrupção no país.
Os mesmos pomposos deputados de direita e de centro que doze meses atrás se disfarçaram, sem nenhum pudor, com os trajes da ética, da religião e da moralidade se juntaram para garantir que seu criminoso de estimação, que governa o país, não sofra qualquer consequência. Agora ele não poderá sofrer as acusações até que deixe o cargo.
Com um simbolismo quase tão potente quanto o de Cunha presidindo o impeachment de Dilma, os votos dos deputados foram comprados por Temer usando dinheiro público. O Presidente passou os últimos dois meses fisgando, um a um, os deputados para dentro do Jaburu para dar-lhes um banho de generosidade até que eles aceitassem bloquear qualquer investigação. Este é o homem para quem as elites da mídia, em nome da luta contra a corrupção, conscientemente deram o poder. A piada é tão clara quanto trágica.
Diferentemente do que aconteceu no ano passado, quando queriam ser o centro das atenções, dessa vez eles correram como baratas para se esconder sob os armários da cozinha. Sabendo que quase todo o país (com exceção das oligarquias) odeia Temer e quer que ele caia – ele tem literalmente 5% de aprovação – a maior parte dos deputados fez sua sujeira da maneira mais envergonhada e furtiva possível. Poucos se dispuseram a falar em defesa de Temer. Rastejavam ao microfone quando seus nomes eram chamados e davam seu voto de propina com a maior discrição possível.
Além de mostrar ao mundo a metástase que continua crescendo no coração da classe política brasileira – que tipo de elite política decide deixar no cargo um Presidente flagrado em gravações aprovando propinas? – a votação de ontem derrubou de uma vez por todas as máscaras dos reais motivos pelos quais Dilma foi afastada.
Ao contrário do roteiro enganoso criado e disseminado pelos bem-pagos propagandistas da elite da mídia, o impeachment tinha dois, e apenas dois, motivos: 1) proteger a classe política das investigações sobre a corrupção através do empoderamento das figuras mais corruptas, permitindo que eles estancassem a investigação, e 2) servir aos interesses dos plutocratas domésticos e dos financistas internacionais, “reformando” programas sociais voltados aos mais pobres em nome da “austeridade”.

O aspecto mais marcante dos últimos dois dramáticos anos na política é que o áudio de Jucá – outro dos aliados mais próximos de Temer – no qual ele descreve claramente os reais motivos e objetivos do afastamento de Dilma, foi revelado em meio à crise do impeachment. Remover Dilma, disse Jucá pensando que falava em segredo, permitiria um “pacto nacional” – endossado pelo STF, a mídia corporativa e os militares – através do qual a investigação seria liquidada, e o país poderia seguir em frente.
Depois da revelação desta gravação comprometedora, Jucá teve que renunciar ao Ministério do Planejamento, que havia recebido de Temer; mas sua renúncia tece curta duração, porque todos – juízes, generais, e apresentadores dos telejornais – sabiam que o enredo que ele descreveu realmente era aquele que todos haviam assinado quando removeram Dilma. Logo depois, Jucá se tornou o líder do governo de Temer no Senado. E o enredo que ele descreveu tão perfeitamente – para liquidar as investigações e proteger e dar poder aos criminosos – tinha sido seguido à risca, culminando na votação de ontem para proteger o Criminoso Supremo.
Alguns meses atrás, o mesmo congresso que fingiu indignação com a manobra orçamentária de Dilma aprovou leis para enfraquecer as investigações sobre a corrupção, e agora há rumores de que políticos corruptos poderão processar o Procurador que os indiciou. Exatamente como nos Estados Unidos – onde as únicas pessoas que vão para a prisão por crimes de guerra são aquelas que os expõem – com raras exceções, as únicas pessoas que pagarão um preço pela corrupção sistêmica do Brasil são aqueles que a expuseram. Esse era o esquema em todo o percurso da remoção de Dilma, e ninguém sequer se incomoda em negar. Como podem?
Mas o prêmio maior de tudo isso – como sempre – é a recompensa aos oligarcas e a punição aos mais pobres do país. Em uma admissão notável literalmente ignorada pela mídia brasileira corporativa, Temer foi a Nova York em setembro e, falando a um grupo de investidores e a elite da política estrangeira, explicitamente admitiu que o motivo real do impeachment de Dilma foi sua resistência em aplicar uma maior austeridade.
Toda vez que Temer parece estar em risco, a moeda brasileira e o mercado de ações são punidos; quando parece que ele sobreviverá, eles se fortalecem. Isso é porque ele é o instrumento da austeridade. O Ministro da Fazenda de Temer não desperdiçou tempo depois da votação para anunciar que as “reformas” de austeridade que eles estão desesperados para impor serão novamente apresentadas, agora que Temer está a salvo.
Temer é a cria da classe oligárquica brasileira e sua mídia dominada. Ela esteve tão dedicada ao seu empoderamento – e também à coalização de direita que perdeu múltiplas eleições mas, apesar disso, magicamente passou a governar o país através de Temer – que uma de suas mais brilhantes estrelas, Eliane Cantanhêde, igualou a oposição a Temer à traição ao país, dizendo que “o esforço para derrubar Temer, neste momento, é trabalhar contra o Brasil”. Em certo sentido, há uma justiça do karma aqui: o Brasil tem a classe política, e seus líderes corruptos e manchados, que refletem perfeitamente o caráter da elite oligárquica que governou o país com punhos de ferro por décadas.
Mas em um sentido muito mais profundo, o que eles fizeram é uma tragédia difícil de engolir: milhões de seres humanos, nascidos em uma sociedade terrivelmente estratificada, que não tiveram qualquer perspectiva por gerações, finalmente tiveram, durante a última década, um lampejo de esperança, para agora vê-la sendo engolida e extinta pela mesma classe dominante de ladrões e mentirosos, os únicos responsáveis pela eterna situação de desigualdade e miséria para a maioria.
The post Dois anos depois, Congresso conclui o plano das elites ao proteger Temer: terminou a sangria appeared first on The Intercept.
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2016.12.27 13:43 Dadimel_Presentes CAMPANHA "LENDO DE CARREIRINHA O NOVO TESTAMENTO". Lendo o Novo Testamento Em Sequencia Todo Dia.

Bom dia! Nesta terça-feira, refletiremos sobre o verdadeiro significado do que significa IGREJA. Também veremos SOBRE QUEM ela é edificada. Continue lendo, pois talvez, o entendimento que você tem do que signifique “igreja” seja bem diferente da realidade do que diz as Escrituras! Só duas dicas do que com certeza NÃO É: 1) Placas denominacionais de CNPJ’s da vida criados por homens e, 2) construções de alvenaria ou qualquer outro material, usadas como locais de culto, que chamamos erradamente de “igreja” ou “templo”...!
27/12 - REFLEXÃO DE HOJE PARA INCENTIVO ESPECIAL DE NATAL: ”À medida que se aproximam dele, a pedra viva (rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele) vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo. Pois assim é dito na Escritura: "Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado". Portanto, para vocês, os que creem, esta pedra é preciosa; mas para os que não creem, "a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular", e, "pedra de tropeço e rocha que faz cair". Os que não creem tropeçam, porque desobedecem à mensagem; para o que também foram destinados.”(1ª Pedro 2.4-8).
Pedro retrata a Igreja como um templo vivo e espiritual, do qual Cristo é o fundamento e a pedra angular, e cada cristão é uma pedra. Paulo também retrata a Igreja como um corpo, em que Cristo é a cabeça e cada cristão, um membro. As duas metáforas enfatizam a comunidade. Uma pedra não é um templo nem uma parede, e uma parte do corpo não tem serventia sem as outras.
Não há dúvidas de que Pedro sempre pensava nas palavras de Jesus depois que o identificou como Filho de Deus: ”Te digo que tú és Pedro, e sobre ESTA pedra edificarei a minha igreja”(Mt 16.16-18). Mas o apóstolo sabia que o próprio Jesus era a verdadeira pedra angular da Igreja, pois Ele referia-se a si mesmo ao dizer: ”sobre ESTA pedra...”, e também o Salmo 118.22 profeticamente fala de Cristo: ”A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.”
Em nossa sociedade individualista, é fácil esquecer nossa necessidade de outros cristãos e de Cristo, nossa pedra angular. Quando Deus chama você para uma missão, lembre-se de que Ele também está chamando outras pessoas para trabalhar com você. Não existe maneira melhor de construir uma comunidade do que colocando pessoas juntas para um propósito comum. Procure essas pessoas e junte-se a elas para edificar uma bela casa para Deus, no fundamento de Cristo.
(Bíblia de Estudo Leitura Diária)

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